9 de julho de 2026

Morre Shahram Afrahi, professor do Instituto de Artes da UnB

Morre Shahram Afrahi, professor do Instituto de Artes da UnB
Morre Shahram Afrahi, professor do Instituto de Artes da UnB

Alunos da Universidade de Brasília (UnB) lamentaram a morte do professor do Instituto de Artes Shahram Afrahi (foto em destaque), de 60 anos, ocorrida na última sexta-feira (17/10).

Ele era docente substituto do Departamento de Artes Visuais e ministrava aulas de desenho. A causa da morte não foi divulgada.

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Doutor em Artes Visuais (2012), mestre em História (2000) e graduado em Arquitetura e Urbanismo (1994), todos pela UnB, Shahram é lembrado por ex-alunos e colegas pela paixão pelo ensino.

3 imagensShahram Afrahi em momento de descontração, lembrado por colegas e estudantes como apaixonado pelas artes e pela universidadeProfessor Shahram Afrahi em sala de aula, compartilhando seu amor pelo desenho com os alunosFechar modal.1 de 3

Shahram Afrahi nos primeiros anos de carreira, quando iniciava sua trajetória na UnB

Arquivo pessoal2 de 3

Shahram Afrahi em momento de descontração, lembrado por colegas e estudantes como apaixonado pelas artes e pela universidade

Arquivo pessoal3 de 3

Professor Shahram Afrahi em sala de aula, compartilhando seu amor pelo desenho com os alunos

Em nota, a Universidade de Brasília lamentou profundamente a perda, e destacou que Shahram deixa um legado de dedicação ao ensino, à pesquisa e à produção artística.

“Ele contribuiu de forma significativa para a formação de gerações de profissionais e para o fortalecimento das artes na UnB”, afirmou a instituição, que expressou solidariedade a familiares, amigos, colegas e estudantes.

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Para Maria Clara Bonifácio, 22 anos, estudante do 5º semestre de publicidade, o professor deixava claro que seu lugar era na universidade.

“Fazia questão de estar próximo dos alunos. No fim do semestre, sempre chamava a turma para confraternizar, comer uma pizza, para termos esses momentos de integração. Foi uma perda muito grande para a UnB”, contou.

Cecília Fonseca, aluna do 8º semestre de arquitetura e urbanismo e monitora do professor, lembra de Shahram como um docente boêmio, criativo e apaixonado pelas artes.

“As exposições dos trabalhos costumavam ser mostradas na parede de um bar em frente ao Pão de Açúcar. Ele era um boêmio da Asa Norte, e tinha bastante simpatia pelos alunos de arquitetura, por também ter se formado na área antes de se dedicar às artes”, disse.

“Tinha o sonho de publicar seu livro que se chamaria ‘Os cavaleiros da távola quadrada’, embora não tenha conseguido finalizar”, relatou.

A professora e colega Therese Hofmann, do Instituto de Artes, também prestou homenagem nas redes sociais. “Nos conhecemos nos anos 1990 e viramos amigos. Trabalhamos juntos em várias ocasiões”, escreveu.