9 de julho de 2026

Ninho do Urubu: mãe de vítima fala em “revolta” por absolvição de réus

Ninho do Urubu: mãe de vítima fala em “revolta” por absolvição de réus
Ninho do Urubu: mãe de vítima fala em “revolta” por absolvição de réus

Familiares de vítimas do incêndio no Ninho do Urubu se sentem desamparados após a Justiça absolver todos os sete acusados do caso. O incêndio, que atingiu o centro de treinamento do Flamengo, em 2019 no Rio de Janeiro, resultou na morte de 10 atletas das categorias de base do clube, com idades entre 14 e 16 anos.

Mãe do meia Rykelmo de Souza Viana, a paulista Rosana de Souza se diz indignada. Natural de Limeira, no interior de São Paulo, ela deposita as esperanças em um possível recurso do Ministério Público (MPRJ).

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“Estou sem palavras para expor o meu sentimento. Não consigo soltar a dor, a revolta com o que a Justiça fez”, lamenta Rosana. “É uma insensibilidade conosco. A justiça, além de lenta, ainda é injusta.”

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Proferida nessa terça-feira (21/10), a sentença do juiz Tiago Fernandes de Barros, da 36ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, julgou a quantidade de provas “insuficiente”.

Os inocentados são Antonio Marcio Mongelli Garotti e Marcelo Maia, que ocupavam cargos com ingerência na administração no CT; Claudia Pereira Rodrigues, Danilo da Silva Duarte, Fabio Hilario da Silva e Weslley Gimenes, responsáveis pelos contêineres destinados ao alojamento dos adolescentes; e Edson Colman da Silva, contratado para realizar a manutenção dos aparelhos de ar-condicionado.

3 imagensRykelmo de Souza Viana morreu aos 16 anosO atleta jogava como meiaFechar modal.1 de 3

O incêndio resultou na morte de 10 atletas que integravam as categorias de base do Flamengo, com idades entre 14 e 16 anos

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Rykelmo de Souza Viana morreu aos 16 anos

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O atleta jogava como meia

Material cedido ao Metrópoles

“Injustiça”

Em meio aos cuidados com a própria mãe hospitalizada, nesta semana, Rosana se deparou com a decisão que absolveu os réus pelo incêndio que matou seu filho, há seis anos. “É doloroso toda vez que tocamos nesse assunto, porque a gente volta lá no 8 de fevereiro”, destaca a mãe de Rykelmo.

“É uma injustiça que fizeram com os garotos. Não há nenhum culpado? Será que os culpados somos nós de deixar nossos filhos lá [no Ninho do Urubu]? O Rykelmo honrava aquela camisa. Ele dava a vida, dava o sangue por aquela camisa daquele clube [Flamengo]. E o clube fazer isso com esses meninos, com esses adolescentes… menospreza, não dá um sequer valor no acontecimento”, avalia Rosana.

Incêndio no Ninho do Urubu

  • O incêndio ocorreu na madrugada de 8 de fevereiro de 2019, em um alojamento improvisado dentro do Ninho do Urubu, em Vargem Grande, na zona oeste da capital fluminense.
  • Os atletas adolescentes dormiam em contêineres adaptados, instalados em uma área sem alvará da prefeitura para funcionar como dormitório no CT do Flamengo.
  • Segundo peritos, o fogo começou em um aparelho de ar-condicionado e se alastrou rapidamente devido ao revestimento dos contêineres.