9 de julho de 2026

Perícia indica que metanol foi adicionado em bebidas alcoólicas em SP

Perícia indica que metanol foi adicionado em bebidas alcoólicas em SP
Perícia indica que metanol foi adicionado em bebidas alcoólicas em SP

O metanol encontrado em bebidas alcoólicas apreendidas em São Paulo foi adicionado, e não produzido naturalmente pelo processo de destilação, de acordo com o Instituto de Criminalística da Polícia Científica.

“Pode-se afirmar, até o momento, e de acordo com as concentrações encontradas, que o metanol foi adicionado [às bebidas]”, informou a Secretaria da Segurança Pública (SSP).

- Publicidade -

14 imagensAutoridades paulistas realizam operações contra a intoxicação por metanol em bebidasAutoridades apreenderam em um mercadinho mais de 40 garrafas de whisky, gin e vodcaProcon participa da operação tambémPolícia de SP diz que investiga quatro casos de contaminação por metanol na capital e mais quatro na Grande SPUm estabelecimento nos Jardins, outro na Mooca, um na Vila Mariana e outro em São Bernardo foram interditadosFechar modal.1 de 14

Peritos analisam destilados em SP

Divulgação/ Governo do Estado de São Paulo2 de 14

Autoridades paulistas realizam operações contra a intoxicação por metanol em bebidas

Divulgação/ Governo do Estado de São Paulo3 de 14

Autoridades apreenderam em um mercadinho mais de 40 garrafas de whisky, gin e vodca

Divulgação/ Governo do Estado de São Paulo4 de 14

Procon participa da operação também

Divulgação/ Governo do Estado de São Paulo5 de 14

Polícia de SP diz que investiga quatro casos de contaminação por metanol na capital e mais quatro na Grande SP

Divulgação/ Governo do Estado de São Paulo6 de 14

Um estabelecimento nos Jardins, outro na Mooca, um na Vila Mariana e outro em São Bernardo foram interditados

Divulgação/ Governo do Estado de São Paulo7 de 14

Entre terça e quarta, foram apreendidas 800 garrafas de bebidas alcoólicas suspeitas de adulteração

Divulgação/ Governo do Estado de São Paulo8 de 14

Vigilância Sanitária trabalha em conjunto com a Polícia Civil de SP

Divulgação/ Governo do Estado de São Paulo9 de 14

Duas pessoas foram presas suspeitas de envolvimento em intoxicação por metanol

Divulgação/ Governo do Estado de São Paulo10 de 14

Só nesta terça-feira, 112 garrafas de vodca foram apreendidas em diversos pontos da capital paulista

Divulgação/ Governo do Estado de São Paulo11 de 14

Os bares estão sendo interditados de maneira cautelar

Divulgação/ Governo do Estado de São Paulo12 de 14

Operação apreendeu 50 mil garrafas de bebidas adulteradas

Divulgação/ Governo do Estado de São Paulo13 de 14

Governo do Estado de São Paulo/Divulgação14 de 14

Vigilância Sanitária interditou alguns estabelecimentos em SP

Divulgação/ Governo do Estado de São Paulo

Segundo o último balanço divulgado pelo governo estadual, nessa terça-feira (7/10), o total de casos confirmados chegou a 18. Ao todo, são 176 notificações em todo o estado.

Segundo a Secretaria Estadual da Saúde (SES), 10 mortes são investigadas por relação com a contaminação por metanol. Três já foram confirmadas, a última delas de Bruna Araújo, mulher de 30 anos que morreu no último dia 2 de outubro, em São Bernardo do Campo, no ABC.

Leia também

Apesar do aumento do número de casos confirmados, o governo paulista descartou 38 novos casos após análises clínicas e epidemiológicas e outros 35 passaram a ser investigados. O total de notificações descartadas é de 85.

Números de intoxicação por metanol em SP

  • 3 mortes confirmadas.
  • 7 mortes sob investigação (sem contar as confirmadas).
  • 18 casos confirmados por intoxicação por metanol em bebida adulterada.
  • 158 casos em investigação de intoxicação por metanol (sem contar confirmados).
  • 11 estabelecimentos interditados cautelarmente pelas Vigilâncias Sanitárias Estadual e Municipal. Na capital: Bela Vista, Itaim Bibi, Jardins, Mooca, M’Boi Mirim e Cidade Dutra.; na Grande SP: Osasco (2), São Bernardo do Campo (1) e Barueri (1).
  • 42 presos em operações contra a adulteração de bebida desde o início do ano, 21 deles nesta semana.

Tratamento de pacientes

Na sexta-feira (3/10), o governo paulista anunciou a compra e distribuição de 2 mil novas ampolas de álcool etílico, usado no tratamento de pacientes com intoxicação por metanol. A aquisição foi realizada pela Secretaria de Estado e destinada aos centros de referência estaduais.

Um novo protocolo promete agilizar a análise dos casos. Os testes em amostras de sangue e urina devem ser concluídos em até uma hora no Laboratório de Toxicologia Analítica Forense (LATOF) do Departamento de Química da Universidade de São Paulo de Ribeirão Preto (USP-RP).

Intoxicação por metanol

Altamente inflamável e tóxico à saúde humana, o metanol, também conhecido como álcool metílico, é incolor e inflamável, com cheiro semelhante ao da bebida alcoólica comum. Utilizado na formulação de tintas, combustíveis e adesivos, o composto também aparece, em pequenas quantidades, no processo de fermentação de frutas e vegetais.

Se consumido em grande quantidade, o composto químico pode causar cegueira e até ser letal. Por isso, segundo regulamentação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o limite permitido de metanol em destilados, em geral, é de 20 miligramas a cada 100 mililitros. Isso equivale, aproximadamente, a algumas gotas.