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POLICIAL

Polícia Civil do Acre participa de operação nacional contra fraudes milionárias no agronegócio

Por Cris Menezes 07/10/2025 13:17 Atualizado em 07/10/2025 13:17
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Com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE), a Polícia Civil do Acre atuou de forma integrada com outras polícias civis do país para combater o crime organizado.

A Polícia Civil do Acre (PCAC) participou, nesta terça-feira (7), da Operação Agrofraude, coordenada pela Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) de Rio Verde. A ação, de alcance nacional, teve como objetivo desarticular uma associação criminosa especializada em estelionato eletrônico e lavagem de dinheiro, com atuação em diversos estados do país.

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No Acre, a operação foi coordenada pelo delegado Saulo Macedo e contou com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE). Ao todo, foram cumpridos seis mandados judiciais  cinco em Rio Branco e um em Epitaciolândia , de forma simultânea às ações executadas por outras equipes policiais em todo o Brasil.

Os investigados responderão por estelionato eletrônico, associação criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem ultrapassar 18 anos de prisão. Foto: cedida

As investigações, iniciadas em Goiás, identificaram um golpe conhecido como “falso intermediário”, aplicado na comercialização de grãos de milho. O grupo se passava por compradores legítimos para obter informações reais de produtores  como fotos, vídeos e dados sobre a qualidade e quantidade do produto. De posse dessas informações, os criminosos se apresentavam como vendedores para outras vítimas, concluindo negócios fraudulentos.

De acordo com a apuração, mais de R$ 120 milhões foram movimentados durante os cinco anos de atuação do esquema, gerando prejuízos expressivos a produtores e corretores de grãos em vários estados.

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“A participação da Polícia Civil do Acre demonstra nosso compromisso em colaborar com operações de alcance nacional e no combate a crimes que ultrapassam fronteiras estaduais. Atuamos de forma integrada para cumprir as ordens judiciais e auxiliar na coleta de provas que reforcem as investigações”, afirmou o delegado Saulo Macedo, responsável pela ação no estado.

Os investigados devem responder pelos crimes de estelionato qualificado por fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro — cujas penas podem ultrapassar 18 anos de prisão.

A Operação Agrofraude contou com o apoio de unidades da Polícia Civil em 10 estados, além do Distrito Federal, reforçando a importância da cooperação entre forças policiais no enfrentamento ao crime organizado.

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