9 de julho de 2026

Prata no Mundial, Raíssa Machado mira paralimpíadas em Los Angeles

Prata no Mundial, Raíssa Machado mira paralimpíadas em Los Angeles
Prata no Mundial, Raíssa Machado mira paralimpíadas em Los Angeles

Raíssa Machado conquistou a prata no Mundial de Atletismo Paralímpico, em Nova Déli, na Índia, no começo de outubro. No lançamento de dardo F56, a baiana garantiu novamente um pódio para o Brasil, um ano após alcançar o mesmo feito nos Jogos Paralímpicos de Paris-2024.

Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, Raíssa contou sobre os desafios no Mundial, que classificou como o primeiro passo do ciclo paralímpico. A atleta mira os Jogos de 2026, que serão realizados em Los Angeles, nos Estados Unidos.

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Assista à entrevista:

Nascida em Ibipeba, no interior da Bahia, e criada em Uberaba (MG), Raíssa sempre teve o esporte como parte de sua vida. Ela nasceu com má-formação congênita nos membros inferiores, mas isso não a impediu de praticar ginástica. Ela permaneceu na modalidade até ser levada por um treinador para fazer testes no centro de atletismo e descobriu a paixão pelo lançamento de dardo.

“Comecei em competições regionais, por Minas Gerais. Em 2013, aos 15 anos, fui para minha primeira disputa internacional e já me destaquei, garantindo medalhas”, contou a paratleta.

No entanto, Raíssa explicou que os Jogos Rio-2016 foram um dos momentos mais importantes para a continuidade no esporte. Ao tropeçar e ficar em 6º lugar, ela percebeu que o dom não era suficiente para o nível paralímpico e que precisava se dedicar mais. Nas duas Paralimpíadas seguintes, conquistou pratas para o Brasil.

“De 2013 a 2015, eu brincava com o esporte, até que entendi que aquele era meu propósito. Anteriormente, eu sempre ficava no pódio, mas ali eu perdi para mim mesma, fiquei em 6º e só então dei valor”, avaliou a medalhista paralímpica.

Caminho para Los Angeles-2028

A lançadora de dardo disse que, apesar de ter ficado em segundo lugar do pódio, não ficou contente com a diferença para a atleta que ficou em primeiro lugar. Entretanto, afirmou que o Mundial faz parte do treinamento para a principal meta: conquistar o ouro olímpico.

Faltando três anos para os Jogos de Los Angeles, Raíssa afirma que este foi o recomeço do ciclo. “A Paralimpíada é algo mágico. A gente luta por algo que só se tem chance de tentar de quatro em quatro anos”, disse a atleta.

“A Paralimpíada é mais que o esporte, é mental. Cada atleta vive um momento e aquele instante depende disso”, completou.