9 de julho de 2026

PT quer aumentar imposto das bets para financiar segurança pública

PT quer aumentar imposto das bets para financiar segurança pública
PT quer aumentar imposto das bets para financiar segurança pública

Derrotado na quarta-feira (8/10) ao tentar subir impostos, o PT apresentou um projeto na Câmara para alterar a alíquota de cobrança das bets e destinar parte da arrecadação ao financiamento de políticas de segurança pública.

De autoria do líder do partido na Câmara, deputado Lindbergh Farias (RJ), o projeto é assinado por mais de 60 parlamentares e prevê o aumento da carga tributária sobre as apostas on-line de 27% para 34%, elevando a tributação brasileira ao patamar nominal aplicado sobre o lucro das empresas (IRPJ e CSLL).

- Publicidade -
Leia também

Segundo o texto, as mudanças alteram as regras de destinação de recursos das loterias e apostas de quota fixa. A nova redação estabelece que parte dos valores arrecadados com as bets será destinada ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).

Na justificativa, Lindbergh argumenta que a popularização das apostas on-line trouxe reflexos sociais e econômicos, entre eles o aumento de casos de ludopatia — o vício em jogos. O texto cita dados do Banco Central e de empresas de monitoramento digital que apontam o crescimento do número de brasileiros que apostam em plataformas virtuais.

O projeto também compara a tributação do Brasil com a de outros países.

“Atualmente, a carga tributária das bets gira em torno de 27%. Esse valor está abaixo da alíquota nominal padrão da tributação do lucro das empresas (IRPJ e CSLL) de 34% e, também, bem abaixo da carga tributária cobrada das bets em outros países, como França e Alemanha, que cobram 55% e 48%, respectivamente.”

Segundo os parlamentares, mesmo com o aumento proposto, o Brasil ainda ficará abaixo das taxas aplicadas em países europeus:

“Essa proposta de lei aumenta a tributação brasileira sobre as bets a um patamar mais elevado. Mesmo com o aumento proposto, a alíquota brasileira ainda ficará abaixo da alíquota de outros países, como França e Alemanha.”