9 de julho de 2026

Restaurante que desabou em SP não tinha autorização para fazer obras

Restaurante que desabou em SP não tinha autorização para fazer obras
Restaurante que desabou em SP não tinha autorização para fazer obras

O restaurante Jamile, onde um desabamento matou uma cozinheira e feriu outrps cinco funcionários, não tinha autorização para realizar obras, segundo a Prefeitura de São Paulo. Três pedidos de licença foram negados para o imóvel por falta de documentos.

De acordo com a Subprefeitura Sé, um pedido de licença para obra foi protocolado em 2012 e indeferido por falta de documentação exigida. “Em 2015 e 2019, novas solicitações foram apresentadas e indeferidas pelo mesmo motivo. Em 2020, o processo foi encerrado. Em 2021, houve o encerramento definitivo do caso, sendo necessário abrir novo processo para a realização de qualquer obra”, informou a pasta.

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Imagens registradas pelo Google Street View mostram que o restaurante passou por reformas nos últimos anos, com adição de pelo menos um andar, como é possível ver pela parte externa. Entre novembro de 2017 e maio de 2018, surge um rooftop no imóvel. Veja:

3 imagensO mesmo imóvel em maio de 2018; um rooftop surge no altoImóvel de restaurante Jamile entre 2017 e 2018Fechar modal.1 de 3

Imóvel onde fica restaurante Jamile, em novembro de 2017

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O mesmo imóvel em maio de 2018; um rooftop surge no alto

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Imóvel de restaurante Jamile entre 2017 e 2018

Reprodução/Google Street View

O restaurante foi inaugurado em 2015 e funciona em um prédio antigo . No salão principal, as mesas dividem espaço com a cozinha de finalização, aberta e visível aos clientes. No primeiro andar, estão a cozinha, o depósito e a área administrativa. O segundo é um rooftop dedicado a festas e eventos.

3 imagensExplosão com desabamento de teto Fechar modal.1 de 3

Explosão com desabamento de teto

Corpo de Bombeiros/Reprodução2 de 3

Explosão com desabamento de teto

Corpo de Bombeiros/Reprodução3 de 3

Corpo de Bombeiros/Reprodução

Ainda segundo a Prefeitura, por se tratar de um processo antigo, ele não está digitalizado. “A Subprefeitura abriu uma apuração interna para levantar em detalhes o que motivou o indeferimento dos pedidos de obra e quais medidas de fiscalização foram adotadas à época. Qualquer constatação antes dessa análise completa de documentos pode ser precipitada”, afirmou a gestão municipal.

O Jamile possui licença de funcionamento válida, emitida em 2022, e licença sanitária vigente da Secretaria Municipal da Saúde, de acordo com a Prefeitura. Após o desabamento ocorrido na última quarta-feira (8/10), às 12h25, a Defesa Civil fez vistoria e interditou o restaurante por risco de colapso. Imóveis vizinhos não foram atingidos.

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O Metrópoles tentou contato com o Jamile por telefone, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações.

Na última publicação nas redes sociais, o restaurante disse que está oferecendo apoio psicológico a todos os colaboradores impactados pelo ocorrido. “Em relação à vítima, Suênia Maria Tomé Bezerra, o restaurante se responsabilizou por todo o suporte necessário, incluindo o translado do corpo para a Paraíba e assistência completa aos familiares”, afirmou.