9 de julho de 2026

Rival do Fla, Racing vive jejum de décadas sem Libertadores. Torcida culpa “praga” de rivais

Rival do Fla, Racing vive jejum de décadas sem Libertadores. Torcida culpa “praga” de rivais
Rival do Fla, Racing vive jejum de décadas sem Libertadores. Torcida culpa “praga” de rivais

É hoje! Às 21h30, Racing e Flamengo entram em campo para definir qual dos dois irá para a final da CONMEBOL Libertadores de 2025. Com a vantagem de 1 a 0, o rubro-negro precisa de apenas um empate para garantir a vaga na decisão. No entanto, há quase seis décadas sem conquistar o principal troféu do continente, a torcida argentina se mobiliza para tornar a experiência do rubro negro no estádio Presidente Perón um “inferno”. No entanto, uma antiga maldição, que teria sido jogada por torcedores rivais a equipe de Avellaneda, assombra os torcedores da “La Academia” até hoje.

Campeão da América e do mundo em 1967 e a “maldição dos sete gatos”
O Racing era considerado uma potência do futebol argentino no início do século 20, tendo enfileirado sete conquistas consecutivas do Campeonato Argentino entre 1913 e 1919. No entanto, o auge veio em 1967, quando a equipe argentina se tornou campeã da Libertadores e da Copa Intercontinental (Mundial de clubes da época) pela primeira vez.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Racing foi campeão mundial em 1967 ao vencer o Celtic, da Escócia, na final / Reprodução Racing conviveu com a “maldição dos sete gatos” após conquistar a Libertadores e o Mundial em 1967 / Reprodução Racing conviveu com a “maldição dos sete gatos” após conquistar a Libertadores e o Mundial em 1967 / Reprodução

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Tendo sido a primeira equipe argentina a conquistar o mundo, o Racing causou inveja nos vizinhos de Avellaneda, o Independiente. O “Rey de Copas” havia conquistado as Libertadores de 1964 e 1965, mas foi incapaz de ser campeão mundial nos respectivos anos.

Aí que surge a lenda, vendo o sucesso nacional e internacional do Racing, torcedores do Independiente teriam enterrado sete gatos mortos no gramado do estádio Presidente Perón, o “El Cilindro”, onde a equipe argentina manda seus jogos até hoje, visando amaldiçoar “La Academia”.

Os anos que se sucederam não foram nada bons para o Racing. A equipe passou a viver uma grave crise financeira que acarretou em um jejum de mais de 30 anos sem títulos e um rebaixamento a segunda divisão argentina em 1983. Enquanto isso, do outro lado de Avalleneda, o Independiente enfileirava conquistas internacionais, conquistando a Libertadores de 1984, sua sétima, marca que até hoje nenhuma equipe conseguiu superar, e a segunda Copa Intercontinental.

Cansado de anos de ostracismo, em 1998 a torcida do Racing resolveu recorrer à espiritualidade. Mais de 15 mil torcedores se reuniram para realizar uma procissão a Catedral da Plaza de Mayo, levando uma imagem da Virgem de Lújan, padroeira da Argentina. A diretoria não ficou parada e convidou um padre para realizar uma homilia no “El Cilindro”. No entanto, algumas fontes dizem que o líder religioso realizou um verdadeiro exorcismo.

De volta às conquistas
Como as coisas não acontecem no tempo que as pessoas querem e sim no tempo de Deus, demorou ainda mais três anos para que o Racing se libertasse de fato da maldição. Em 2001, após 35 anos, voltou a ser campeão argentino.

Ainda assim, a equipe enfrentou certa dificuldade nos anos seguintes e só voltou a erguer o campeonato argentino em 2014. A partir dali, o time voltou de fato a trilha dos títulos. Em 2019, mais um título nacional. Em 2022, campeão do Trofeo de Campeones de la Liga Professional e da Supercopa Internacional.

Mas foi em 2024 que o Racing finalmente voltou a brilhar no continente. “La Academia” derrubou times brasileiros como o Athletico-PR, o Corinthians e o Cruzeiro na grande decisão para se sagrar campeão da Copa Sul-Americana.

Meses depois, já em 2025, não mostrou conhecimento ao atual campeão da Libertadores e derrotou o Botafogo em dois confrontos com placar agregado de 4 a 0 para conquistar a Recopa Sul-Americana.

É com esse espírito de reconstrução que a equipe argentina entra em campo nesta quarta-feira (29/10) para tentar reverter o placar de 1 a 0 em favor do Flamengo em busca de retornar a decisão da Libertadores após 58 anos.

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