O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso anunciou que deixará a Corte nos próximos dias. A sessão plenária desta quinta-feira (9/10) foi a última com a participação do magistrado.
Ao comunicar a saída, Barroso declarou que só pretende ficar mais alguns dias a fim de entregar pedidos de vista e resolver pendências. No entanto, em plenário, a saída é imediata: “Essa é a última sessão plenária de que participo”, disse.
Barroso já vinha dando sinais de que pretendia deixar o tribunal. O único impasse restante é a conclusão dos processos que estão sob seu pedido de vista — ele pretende devolvê-los para julgamento antes de sua saída.
“Por 12 anos ocupei o cargo de ministro do STF, sendo presidente nos últimos dois. Foram tempos de imensa dedicação à causa da Justiça e da democracia. A vida me proporcionou a bênção de servir ao país”, afirmou Barroso em carta de despedida lida em plenário, diante dos demais colegas.
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Visivelmente emocionado, o ministro destacou que, ao longo desse período, enfrentou dificuldades pessoais. “Nada disso me afastou de dar o melhor de mim”, disse. “Sinto que agora é hora de seguir outros rumos. Nem sequer os tenho bem definidos, mas não tenho qualquer apego ao poder”, completou.
O presidente do STF, Luís Roberto Barroso
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O presidente do STF, Luís Roberto Barroso
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O presidente do STF, Luís Roberto Barroso
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Luís Roberto Barroso
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O presidente do STF, Luís Roberto Barroso
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Indicação de Lula
A saída do ministro era esperada e movimenta os bastidores do Palácio do Planalto há meses. Com a vaga aberta, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará sua terceira indicação ao Supremo neste mandato.
Barroso, de 67 anos, deixa o tribunal por vontade própria, já que a aposentadoria compulsória dos ministros do STF ocorre aos 75 anos.
Embora a decisão fosse um desejo antigo — o de se afastar após concluir a presidência da Corte —, pessoas próximas ao ministro relataram que essa vontade se intensificou diante da atual animosidade nas relações entre Brasil e Estados Unidos.