5 de junho de 2026

STF cobra manifestação da PGR sobre pedido de prisão de Eduardo Bolsonaro

STF cobra manifestação da PGR sobre pedido de prisão de Eduardo Bolsonaro
STF cobra manifestação da PGR sobre pedido de prisão de Eduardo Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (2/10) que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se pronuncie, no prazo de 5 dias, sobre o pedido de prisão preventiva contra o deputado Eduardo Bolsonaro (PL/SP). O despacho foi motivado por requerimento apresentado pelo líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT/RJ), e pela deputada Talíria Petrone (PSOL/RJ).

Os parlamentares também pediram a suspensão imediata do pagamento de salários, verbas indenizatórias e cotas parlamentares de Eduardo, além da análise célere, pelo Conselho de Ética e pela Mesa Diretora da Câmara, dos pedidos de cassação já protocolados contra o deputado. Eles defendem ainda a devolução de valores recebidos durante o período em que o parlamentar esteve fora do Brasil, sem autorização oficial.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Eduardo Bolsonaro (PL/SP) em audiência pública realizada no último dia 27 de agosto para apuração de denúncias de violações de direitos no 8 de janeiroFoto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados Alexandre de MoraesFoto: Igo Estrela/Metrópoles “Crime contra a democracia não é passível de anistia”, diz Lindbergh sobre julgamento de BolsonaroReprodução: Portal LeoDias Deputada federal Talíria Petrone (PSOL/RJ)Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados Procuradoria Geral da República (PGR)Foto: Sérgio Lima/Folhapress

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Na justificativa, Lindbergh e Talíria afirmam que a medida seria necessária para garantir a ordem pública e econômica, preservar a instrução criminal e assegurar a aplicação da lei penal. Segundo eles, Eduardo Bolsonaro segue atuando em território estrangeiro para estimular manifestações golpistas e tentar obstruir processos judiciais em curso no país.

O pedido se soma à denúncia já oferecida pela PGR contra Eduardo e o influenciador Paulo Figueiredo, sob acusação de coação em processo judicial. Ambos são apontados como articuladores, a partir dos Estados Unidos, de ações destinadas a pressionar o governo norte-americano a impor sanções contra ministros do STF, a Advocacia-Geral da União, a Procuradoria-Geral da República e até produtos de exportação brasileiros, como forma de retaliação pelas condenações ligadas à tentativa de golpe de Estado.

Moraes já havia determinado, na semana passada, a citação de Eduardo Bolsonaro por edital, iniciando o prazo de defesa no processo. Agora, caberá à PGR, sob comando do procurador-geral Paulo Gonet, avaliar se há fundamentos para acatar o pedido dos parlamentares e reforçar as medidas contra o deputado, que desde março está nos Estados Unidos e corre risco de perder o mandato.