9 de julho de 2026

Suposta vítima denuncia dentista por estupro após morte de influenciador

Suposta vítima denuncia dentista por estupro após morte de influenciador
Suposta vítima denuncia dentista por estupro após morte de influenciador

Atenção: a matéria a seguir traz conteúdos sensíveis e pode ocasionar gatilhos sobre estupro, violência contra a mulher e violência doméstica. Caso você seja vítima deste tipo de violência ou conheça alguém que passe ou já passou por isso, procure ajuda e denuncie. Ligue para o 180.

O dentista Fernando Simionato Garbi teve seu nome pautado na mídia nacional e internacional após a morte do influenciador de moda, Junior Dutra, aos 31 anos, e outra suposta vítima está o acusando de se passar por cirurgião da face e de ter feito um procedimento malsucedido nela. Agora, mais uma pessoa apresentou, nesta semana, uma representação criminal à autoridade policial em desfavor do dentista e da Clínica Fakianki. O crime? Estupro, tráfico ilícito de medicamento, entre outros delitos. A reportagem do portal LeoDias teve acesso à representação formulada pela vítima.

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O caso foi registrado na delegacia de Defesa da Mulher em Barra Funda/SP. A suposta vítima, que não quer ser identificada, explicou no documento que contratou a clínica para procedimentos estéticos, acreditando se tratar de um estabelecimento regularizado e íntegro.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Fernando Simionato GarbiReprodução: Instagram/@dr.fernandogarbi Fernando Simionato Garbi e Adair Mendes Dutra JuniorReprodução Instagram Fernando Simionato Garbi e Adair Mendes Dutra Junior/ montgem Fernando Simionato GarbiReprodução Instagram Fernando Simionato Garbi Fernando Simionato GarbiReprodução Instagram Fernando Simionato Garbi

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“Posteriormente, verificou-se que o representado não possui formação médica nem inscrição no Conselho Regional de Medicina, fato descoberto após a morte de uma paciente em 03/10/2025, amplamente divulgada nos meios de comunicação nacional e internacional”, contou em um trecho.

O dentista vendeu à vítima o medicamento Mounjaro (tirzepatida) — fármaco de uso controlado e sujeito a prescrição médica — sem possuir qualquer autorização da ANVISA ou do Ministério da Saúde, configurando tráfico ilícito de medicamento, segundo a representação.

Violência sexual
Na sequência, Fernando realizou um procedimento de preenchimento labial, o qual resultou em hematomas, dores e inflamação, obrigando a suposta vítima a buscar tratamento médico para conter os danos físicos.

“Durante o atendimento, a vítima sofreu violência sexual: o representado tocou suas partes íntimas e seus seios, além de tentar beijá-la à força, sem qualquer consentimento, aproveitando-se de sua posição de suposto profissional de saúde e da vulnerabilidade da paciente, que se encontrava emocionalmente abalada e parcialmente imobilizada”, dizia em outro trecho do documento que este site teve acesso.

Após ela reagir e afirmar que o denunciaria, o dentista passou a ameaçá-la por mensagens, difamando-a e proferindo ofensas, chamando-a de “garota de programa”, para coagir e intimidá-la a não entrar em contato com as autoridades.

Segundo a acusação, o suposto abuso teria ocorrido durante um procedimento realizado em ambiente de home care [em casa], ocasião em que a mulher teria sido violentada. A representação descreve, ainda, que, por meio de perfis falsos, Fernando ameaçou e difamou a mulher com o intuito de intimidá-la e de credibilizá-la publicamente.

Ao todo, a suposta vítima o denunciou por 9 crimes: estupro, tráfico e comercialização ilícita de medicamento (Mounjaro), exercício ilegal da medicina, lesão corporal grave, estelionato e fraude na prestação de serviços, falsidade ideológica, publicidade enganosa, ameaça e coação, difamação e calúnia.

A defesa da suposta vítima requereu a instauração de inquérito policial para apuração dos crimes descritos; bem como, pleiteou a imediata representação pela prisão preventiva do investigado, diante da reiteração criminosa e ameaça às vítimas.

Solicitou, ainda, a requisição de registros e contratos da Clínica Fakiani; a comunicação à ANVISA e ao Conselho Regional de Medicina; a preservação e análise das provas digitais (mensagens, publicações e conversas); a oitiva da vítima e testemunhas; aplicação de medidas protetivas e o indiciamento dos representados pelos crimes narrados na inicial.

Este veículo entrou em contato com a defesa de Fernando, que ainda não se manifestou até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.