Início / Versão completa
Geral

Tremembé: acusação de Suzane von Richthofen contra promotor foi real?

Por Metrópoles 31/10/2025 09:27
Publicidade

A chegada de Suzane von Richthofen ao presídio de Tremembé — e tudo o que ela fez para ser transferida ao local que ficou conhecido como o “presídio dos famosos” — é recontada nos primeiros minutos da série Tremembé.

Publicidade

A nova produção brasileira do Prime Video narra a perseguição de Suzane por outras detentas e um suposto envolvimento da criminosa com o promotor Eliseu José Berardo Gonçalves, que determinou a ida dela para Tremembé.

Leia também

4 imagensFechar modal.1 de 4

Prime Video Divulga Teaser, Primeiras Imagens e Cartazes de Tremembé

Divulgação/Prime Video2 de 4

Marina Ruy Barbosa (Suzane von Richthofen), Letícia Rodrigues (Sandrão) e Carol Garcia (Elize Matsunaga) em Tremembé

Divulgação/Prime Vídeo3 de 4

Letícia Rodrigues (Sandrão), Marina Ruy Barbosa (Suzane von Richthofen) e Carol Garcia (Elize Matsunaga) em Tremembé

Divulgação/Prime Vídeo4 de 4

Tremembé

Divulgação

O “envolvimento” de Eliseu e Suzane é abordado logo no primeiro episódio de Tremembé. Apesar de mostrar como o promotor teve papel fundamental na transferência de Suzane para o “presídio dos famosos”, a história não foi contada na íntegra. O livro Assassina e Manipuladora (Ed. Matrix), do jornalista Ulisses Campell, que baseou a história da criminosa na série, dá mais detalhes do episódio.

O que aconteceu entre Suzane e Eliseu

Segundo o livro, Eliseu e Suzane se conheceram após uma denúncia dela ao Ministério Público de que estava sendo ameaçada de morte por outras detentas da Penitenciária Feminina de Ribeirão Preto. Semanas após a queixa, Suzane avistou o promotor de Justiça Eliseu José Bernardo Gonçalves andando pelos corredores do local. Ele realizava uma inspeção de rotina e foi chamado por Suzane.

Ela então pediu ajuda ao promotor alegando que queriam matá-la. Promotor da Vara do Júri e de Execuções Criminais em Ribeirão Preto, era comum que Eliseu estivesse no dia a dia do presídio e fizesse audiências com as presidiárias. Segundo relatos de funcionários, de acordo com o livro de Ulisses, Eliseu já via Suzane com outros olhos.

Marina Ruy Barbosa e Suzane von Richthofen.

Os relatos de Suzane foram apurados pelo promotor, que falou diretamente com uma das mulheres que a ameaçavam, Maria Bonita. Ela foi categórica ao dizer que tinha interesse sim em matar Suzane. Pouco depois, Suzane foi levada para se encontrar com o promotor do Ministério Público pela primeira vez.

Lá, Suzane teria sido cumprimentada por um “beijinho no rosto”. O promotor começou a conversa perguntando sobre o assassinato dos pais dela, Marísia von Richthofen e Manfred von Richthofen. O promotor colheu o depoimento, mas Suzane foi orientada pelo advogado da época, Denivaldo Barni, a não assinar o documento.

Suzane passou cerca de 10 horas no gabinete dele, sempre algemada. Foi no final da audiência que Suzane voltou a falar sobre as ameaças no presídio de Ribeirão Preto e implorou por uma transferência.

Leia também

Transferência para Tremembé e acusação de assédio

Após relatar as ameaças que vinha sofrendo em Ribeirão Preto, Suzane foi informada por Eliseu de que poderia ser transferida para Tremembé. No entanto, o promotor teria imposto uma condição, aproximando-se dela. Intrigada, Suzane perguntou qual seria. Ele então teria levado o rosto perto do dela e dito: “Um beijo”.

Surpresa, Suzane se levantou rapidamente e, segundo relatos, deixou o gabinete “algemada de maneira sensual”, em direção à porta. Antes de sair, respondeu: “Primeiro a transferência, depois o pagamento”.

Funcionárias da penitenciária afirmaram que Eliseu demonstrava intimidade com a detenta em visitas rotineiras, chamando-a de “Suzi”. Três semanas após o encontro no Ministério Público, a transferência de Suzane para Tremembé foi oficializada.

Faltavam três dias para a mudança quando uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) buscou Suzane novamente. Ela foi levada ao Ministério Público, onde, no gabinete do promotor, permaneceu sem algemas. Segundo o relato da presa, o ambiente estava iluminado por luzes coloridas, ao som de músicas românticas — “como uma boate”.

Ainda de acordo com Suzane, Eliseu teria confessado estar apaixonado e tentado se aproximar novamente em busca de um beijo. Ela recusou as investidas e pediu para ir ao banheiro. No caminho, dirigiu-se até a sala de um corregedor e foi direta:
“Quero registrar uma denúncia de assédio sexual.”

O que aconteceu com Eliseu?

Eliseu José Berardo Gonçalves foi investigado em um procedimento interno e punido com 22 dias de suspensão. A Corregedoria entendeu que ele “não teve uma conduta compatível” com o cargo que ocupava à época.

A punição chegou a ser publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo no dia 15 de setembro de 2010. Apesar de ter recorrido da decisão, a suspensão foi mantida.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.