9 de julho de 2026

Trump chama chefe do Fed de “incompetente”: “Sairá em alguns meses”

Trump chama chefe do Fed de “incompetente”: “Sairá em alguns meses”
Trump chama chefe do Fed de “incompetente”: “Sairá em alguns meses”

Na véspera da decisão do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos Estados Unidos) sobre a taxa de juros no país, o presidente norte-americano, Donald Trump, voltou a criticar o chefe da autoridade monetária, Jerome Powell, seu desafeto.

Após um jantar com líderes empresariais em Tóquio, no Japão, Trump chamou Powell de “incompetente” e se disse aliviado pela proximidade do fim do mandato dele na presidência do Fed, em maio do ano que vem.

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“Temos um chefe incompetente do Fed. Temos um cara ruim no Fed, mas ele sairá de lá em alguns meses e teremos alguém novo”, afirmou o republicano.

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Bessent era o favorito de Trump

O presidente dos EUA admitiu que gostaria de ver o atual secretário do Tesouro, Scott Bessent, um de seus aliados mais próximos, no comando do BC norte-americano.

“Eu estava pensando nele para o Fed, mas ele não aceita o cargo. Ele gosta de ser secretário do Tesouro. Então, neste momento, não estamos pensando nele”, disse Trump.

Na segunda-feira (27/10), Bessent revelou os cinco nomes que estão disputando a indicação para a presidência do Fed. Os “finalistas” para disputar a indicação são os atuais membros do conselho do Fed Christopher Waller e Michelle Bowman; o ex-diretor do Fed Kevin Warsh; o diretor do Conselho Econômico Nacional os EUA, Kevin Hassett; e o executivo Rick Rieder, da gestora de ativos BlackRock.

Caberá a Trump fazer a indicação para a sucessão de Powell. O nome escolhido ainda terá de passar por uma sabatina no Senado norte-americano.

Mercado à espera do Fed

Os investidores aguardam mais uma reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do Fed, que começa nesta terça e termina na quarta-feira (29/10), quando será anunciada a taxa básica de juros.

Em sua última reunião, nos dias 16 e 17 de setembro, o Fed anunciou o corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, que passou a se situar no intervalo de 4% a 4,25% ao ano. Foi o primeiro corte de juros feito pela autoridade monetária norte-americana em 2025.

A expectativa majoritária do mercado é por mais um corte de 0,25 ponto percentual nos juros na reunião desta semana.

A taxa de juros é o principal instrumento dos bancos centrais para controlar a inflação. Em setembro, o Índice de Preços ao Consumidor nos EUA (CPI, na sigla em inglês), que mede a inflação nos EUA, ficou em 3%, na base anual, ante 2,9% registrados em agosto.

Na comparação mensal, o índice foi de 0,3%, ante 0,4% do mês anterior. A meta de inflação nos EUA é de 2% ao ano.