9 de julho de 2026

Vai se mudar com seu pet? Veterinária explica cuidados necessários

Vai se mudar com seu pet? Veterinária explica cuidados necessários
Vai se mudar com seu pet? Veterinária explica cuidados necessários

Mudar de cidade, ou até de país, é um processo cheio de planejamento. E quando o pet faz parte da família, a lista de cuidados cresce. Afinal, além de documentos e vacinas, é preciso garantir o bem-estar do animal antes, durante e depois da viagem.

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A veterinária Larissa Oliveira explica quais passos são essenciais para que a mudança aconteça de forma tranquila e segura, tanto para tutores quanto para os bichos.

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Se prepare com antecedência

Antes de embarcar, o primeiro passo é procurar um médico-veterinário. “Buscar um veterinário de confiança para personalizar os procedimentos de viagem, seja nacional ou internacional, além da avaliação física do pet”, orienta.

Ela reforça que o tutor deve ficar atento a alguns detalhes que muitas vezes passam despercebidos.

“Ficar atento à saúde do paciente que irá viajar, principalmente ao peso (pensando em viagens internacionais), ter atenção com os prazos das documentações, atestado de saúde, exames e vacinas necessárias para a viagem em questão”, alerta.

O ideal é que o planejamento seja feito com antecedência, especialmente em viagens para fora do país. Isso porque cada destino tem regras específicas para a entrada de animais.

Larissa informa que é importante ter atenção ao país de destino para estar ciente do protocolo a ser seguido e seus prazos. “É aconselhado buscar suporte veterinário cerca de 6 a 8 meses antes da viagem, inclusive, saber qual será a companhia aérea e como funciona a entrada do pet no país destino”, explica.

Cachorro é examinado por veterináriosAntes da viagem, pets precisam passar por avaliação veterinária e ter vacinas em dia

Na última semana, por exemplo, o Brasil e a Costa Rica fizeram um acordo para simplificar esse processo. Os países definiram um Certificado Veterinário Internacional (CVI) para deslocamentos de cães e gatos do território brasileiro ao costarriquenho.

Em um documento único, o certificado define as condições acordadas entre as autoridades sanitárias dos dois países, o que reduz trabalho, divergências de interpretação e custos operacionais para tutores e empresas de transporte.

Itens obrigatórios

A documentação é um dos pontos que mais gera dúvidas entre os tutores. Segundo a especialista, para viagens nacionais é preciso manter a carteirinha de vacinação atualizada, com a vacina antirrábica em dia, e apresentar um atestado de saúde emitido até 10 dias antes do embarque.

Ela também chama a atenção para a forma de transporte do animal. “Existem companhias aéreas que podem solicitar documentações específicas”, afirma Larissa.

foto colorida mulher em avião com petTreinar o uso da caixa de transporte ajuda a reduzir o estresse durante o deslocamento

No caso de viagens internacionais, as exigências são maiores. É necessário, assim como nas nacionais, carteirinha de vacina atualizada e de forma obrigatória, a antirrábica, microchipagem e sorologia da raiva.

Esses são procedimentos obrigatórios para a maioria dos países, além da administração de antiparasitários.

O tutor também deve confirmar as regras com a companhia aérea e com o país de destino, pois os protocolos variam de acordo com a região.

Sedativos exigem cuidado

Nem sempre o uso de calmantes é a melhor solução para o estresse da viagem. A especialista salienta que essas medicações só devem ser utilizadas sob orientação profissional.

“O uso de sedativos e calmantes deve ser completamente recomendado ou não por um médico-veterinário, de acordo com a avaliação física e clínica do pet. Existem medicações e situações que podem causar depressão respiratória”, esclarece.

Ela lembra que, por conta da altitude, a oxigenação já diminui durante os voos. “Pode causar uma parada respiratória no animal.” Ao invés do uso de sedativos, a adaptação antecipada costuma ser mais eficaz.

cachorro caramelo dormindoCada país tem exigências diferentes para entrada de animais. O ideal é se planejar com meses de antecedência

Como aliviar o estresse e garantir adaptação

A preparação emocional também conta. Para ajudar o pet a se acostumar com o novo ambiente, o tutor pode começar a adaptação bem antes da viagem. “Deve-se iniciar o processo de adaptação com a caixa ou bolsa de transporte de forma antecipada e com o menor estresse possível”, diz.

Isso pode ser feito com o auxílio de petiscos, brinquedos e até mesmo com roupas do tutor, já que é um cheiro familiar para o pet.

Para além dessas orientações, Larissa indica que os tutores observem o comportamento dos animais durante e após a mudança.

“O pet pode ficar acoado, ter problemas urinários (principalmente gatos), perda de apetite, lambedura em excesso, principalmente das patas, agitação ou tristeza, entre diversos outros fatores”, afirma.

E quando se trata de adaptação, os pets têm ritmos diferentes. Os cães costumam ser mais dependentes, então são mais fáceis de se adaptarem a um novo lugar. Já os gatos, por serem mais territoriais, possuem mais dificuldades.

Com paciência e preparo, a mudança pode ser tranquila, e muito positiva, para todos os membros da família, inclusive os de quatro patas.