9 de julho de 2026

Após prisão de Bolsonaro, PL intensifica ofensiva no Congresso por anistia

Após prisão de Bolsonaro, PL intensifica ofensiva no Congresso por anistia
Após prisão de Bolsonaro, PL intensifica ofensiva no Congresso por anistia

O Partido Liberal (PL) decidiu reorganizar sua atuação no Poder Legislativo após a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. O eixo central agora é a retomada da proposta que concede anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. O movimento foi definido em uma série de reuniões realizadas nesta segunda-feira (24/11), em Brasília, com a cúpula da sigla e integrantes da família Bolsonaro.

A avaliação interna é de que o momento criado pela prisão preventiva do ex-presidente deve ser usado para pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos/PB), a levar o texto ao plenário. O debate estava parado havia semanas, mas aliados afirmam que a prisão criou um “novo cenário político” que exigiria uma resposta imediata do Congresso.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Câmara do Deputados aprova regime de urgência para projeto sobre anistiaFoto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados Senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ)Foto: Andressa Anholete/Agência Senado Jair Bolsonaro preso na PF em BrasíliaReprodução: GloboNews Tornozeleira de Jair Bolsonaro danificadaReprodução: CIME Casa de Jair Bolsonaro, em BrasíliaReprodução: Internet

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Após o encontro, o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) voltou a defender que o único foco da legenda será a aprovação do projeto de anistia, descartando qualquer negociação sobre a dosimetria das penas, como vinha sendo articulado pelo relator Paulinho da Força (Solidariedade/SP): “Não abrimos mão de buscar isentar essas punições absurdas que estão sendo impostas a pessoas inocentes. Eu fiz um chamado para orar pelo presidente Bolsonaro, pela sua saúde, por justiça. Vamos usar nossos artifícios regimentais para aprovar a anistia. Não temos compromisso nenhum com a dosimetria. Que vença quem tiver mais votos”, declarou o senador.

Segundo integrantes do partido, a rejeição ao debate sobre dosimetria não é apenas estratégica: eles afirmam não ter votos suficientes para aprovar o perdão amplo e estudam apresentar um destaque em plenário para livrar Bolsonaro de condenações futuras.

A reunião que redirecionou a estratégia contou com Michelle Bolsonaro, bem como com os filhos Carlos, Jair Renan e Flávio Bolsonaro. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, conduziu as discussões, que também envolveram deputados e senadores da sigla.

Relatos feitos à imprensa indicam que, além da anistia, o grupo decidiu reforçar a atuação contra a indicação de Jorge Messias ao STF. A rejeição ao nome do advogado-geral da União já era a posição oficial do PL, mas agora deve ser tratada como prioridade paralela.