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“Centrão não indica líder do PT”, diz Lindbergh após romper com Motta

Por Metrópoles 24/11/2025 21:26
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O líder do PT na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), minimizou nesta segunda-feira (24/11) o rompimento com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O parlamentar afirmou que o Congresso “não é um grupo de amigos” e que o Centrão “não indica líder do PT”, em uma alfinetada a Motta, que faz parte do grupo político.

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“Isso aqui não é um clube de amigos, né? A minha relação sempre foi política. Não é o Centrão que indica o líder do PT. São os deputados do PT. E as minhas posições são sempre muito previsíveis. Alguém achava que a gente ia ficar calado naquela votação do IOF [Imposto sobre Operações Financeiras]? Não. Nós reagimos. Alguém achava que a gente tinha que ficar calado na votação da PEC [Proposta de Emenda à Constituição] da Blindagem? Não. Nós tomamos a nossa posição”, declarou Lindbergh a jornalistas na Câmara.

Questionado se procuraria Motta para uma pacificação, o petista respondeu que a “relação institucional” iria continuar e que, para ele, o desentendimento não mudaria nada na prática.

“A relação política e institucional continua, vou para o colégio de líderes. Eu não vou… para mim não muda nada. Eu não sou da roda de amigos do presidente Hugo Motta. Tem lá uma roda de amigos: Ciro Nogueira, Eduardo Cunha, o que seja. Eu não sou dessa roda, para mim não muda literalmente nada”, ironizou Lindbergh.

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Orçamento

Ao Metrópoles, o líder do PT disse que o rompimento com Motta não deve afetar a votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e Lei Orçamentária Anual (LOA) no Congresso.

Lindbergh afirmou que o responsável pela articulação do Planalto é o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).

“Claro que não afeta [a votação do] Orçamento. Sou o líder do PT, líder do governo é Guimarães”, declarou.

As declarações do petista se somam às trocas de farpas entre ele e Motta desde a aprovação do Projeto de Lei (PL) Antifacção. Na ocasião, Lindbergh afirmou que houve uma “crise de confiança” depois que a proposta do governo acabou aprovada conforme o texto apresentado pelo relator, Guilherme Derrite (PP-SP).

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