16 de junho de 2026

Com segurança pública, direita tenta buscar fôlego para enfrentar Lula

Com segurança pública, direita tenta buscar fôlego para enfrentar Lula
Com segurança pública, direita tenta buscar fôlego para enfrentar Lula

A megaoperação no Rio de Janeiro (RJ) nesta semana trouxe para a direita uma pauta para voltar a ganhar espaço e reverter o declínio frente a retomada da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O grupo político estava sem uma estratégia definida desde que Lula voltou a crescer nas pesquisas e encontrou pessoalmente o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Com a operação, que deixou mais de 100 mortos e tornou-se a mais letal da história do país, a direita viu no tema da segurança pública uma forma de aumentar as críticas ao governo Lula, e assim antecipar um embate com o petista de olho em 2026. Foi no assunto que o campo político achou uma pauta “da vida real”, que tem clamor popular amplo.

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Megaoperação no Rio deixa mais de 100 mortos

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Moradores empilham e fazem contagem de corpos após operação da polícia contra o CV no Rio de Janeiro

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Cadáveres serão recolhidos

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Corpos enfileirados na Praça São Lucas

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Tercio Teixeira/Especial Metrópoles

Durante a semana, governadores de direita fizeram duas reuniões, sendo uma presencialmente no Rio de Janeiro. O evento no Palácio Guanabara contou com a presença de três presidenciáveis: o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que participou remotamente.

Do evento, saiu o anúncio do chamado de “Consórcio da Paz” para combater a violência de maneira conjunta. Segundo Caiado, o grupo será aberto a todos os governadores que quiserem participar. A reunião que discutiu a segurança pública teve críticas ao Planalto e a consolidação da união de nomes da direita na véspera do ano eleitoral.

Os governadores negam que a criação do consórcio seja uma forma de antecipar o debate eleitoral e fazer ainda mais oposição ao governo federal, mas admitem que o tema da segurança pública será um dos principais de 2026.

Em entrevista ao Metrópoles no dia da megaoperação, Cláudio Castro apontou que o governo Lula “não vê segurança pública como prioridade”. “É uma crítica recorrente que eu faço: entendo que essa gestão não vê segurança pública como prioridade. É uma crítica que eu faço recorrentemente e eu mantenho”, declarou o governador.

A partir de agora, a direita deve prolongar o assunto até onde conseguir, já que as pesquisas revelam que os brasileiros estão se sentindo mais inseguros e o campo conservador precisa reconquistar o espaço perdido. O foco do grupo será no Congresso Nacional, onde projetos que envolvem a segurança devem ser votados.

Um deles é a Proposta de Emenda a Constituição (PEC) da Segurança, proposta pelo governo Lula, que enfrenta oposição dos governadores de direita, que devem seguir na ofensiva para tentar desfigurar o texto que veio do Planalto.