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Defesa de creche ataca promotor e diz que MP agiu de forma “criminosa”

Por Metrópoles 19/11/2025 21:27
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A defesa da creche Casa da Nanny, que foi fechada por suspeita de maus-tratos, se manifestou após o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) passar a investigar um jardim de infância mantido de forma clandestina pelos donos da creche, a escola Colibri Kids, na Asa Sul.

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Em uma nota assinada pelos advogados Juliana Porcaro e Valter Xavier, eles alegam que o MPDFT afirmou de forma “criminosa e enganosa” que a creche foi reaberta de forma irregular. “A unidade da Asa Sul está em funcionamento desde 2022 e não é alvo de nenhum tipo de investigação”, ressaltou o texto.

Segundo a defesa da creche, a narrativa do promotor Leonardo Jubé “carece de provas, contexto e responsabilidade”.

“Há distorções gravíssimas propagadas por ele na imprensa, com base em informações confidenciais vazadas de modo ilegal, justamente pelo agente público que deveria, acima de tudo, zelar pela legalidade e pela justiça, de maneira sensacionalista, distorcida, e fora de contexto”, apontou os advogados.

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A nota elenca o que chama de “evidências concretas” do abuso praticado pelo promotor:

“Erro histórico”

Segundo a defesa da creche denunciada, todas as providências legais cabíveis deverão ser tomadas quanto à violação de sigilo profissional pelo promotor Leonardo Jubé.

“Não permitiremos que se repita aqui o erro histórico do caso Escola Base, uma tragédia que destruiu vidas com base em acusações infundadas e julgamento midiático”, ressaltou o texto enviado.

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A nota é finalizada com os advogados afirmando que a Casa da Nanny “acredita na Justiça e nas instituições, mantendo plena confiança no TJDFT e no MPDFT, ainda que esse promotor tenha esses posicionamentos isolados”.

Segundo o documento, o promotor Leonardo Jubé teria representado Juliana Porcaro contra “numa tentativa de intimidar a defesa, apenas e somente por ter falado a verdade”.

Denúncia

Segundo a 4ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon), a creche no Sudoeste operava sem autorização da Secretaria de Educação, acumulando registros de falta de higiene, risco sanitário e estrutura inadequada.

Além dos maus-tratos, o MPDFT denunciou os donos pelos crimes: contra as relações de consumo; submeter criança a constrangimento; e associação criminosa. Segundo a Prodecon, os acusados tinham ciência das irregularidades, mas decidiram manter as atividades, com motivação econômica, omitindo dos pais a real situação das instalações.

O Metrópoles acionou o Ministério Público do DF e questionou sobre as acusações dos advogados da creche, mas nenhum parecer foi emitido até a última atualização desta reportagem.

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