9 de julho de 2026

Deputado diz que corruptos devem ser tratados como os criminosos do RJ

Deputado diz que corruptos devem ser tratados como os criminosos do RJ
Deputado diz que corruptos devem ser tratados como os criminosos do RJ

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), deputado Alfredo Gaspar (União-AL), comentou, nesta segunda-feira (3/11), sobre a atuação da polícia do Rio de Janeiro durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, que resultou em 121 mortes.

Além de parabenizar o trabalho das forças de segurança, o parlamentar defendeu que corruptos deveriam ser tratados da mesma forma. Para Gaspar, “bandido que não respeita a polícia, é chumbo mesmo”.

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“Nesse Brasil dividido em dois, em que a polícia, e eu acho certo, quero bater palmas para a polícia do Rio de Janeiro, que bandido que não respeita a polícia, é chumbo mesmo. Mas eu tenho uma pena da polícia não ter a mesma autorização para fazer isso nos corruptos com poder. Chega aqui, habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF). Esse Brasil não pode continuar dividido dessa forma. O povo quer justiça igualitária, ou seja, para corrupto, forca. Para corrupto, o mesmo tratamento de bandido perigoso”, disse o deputado.

Veja vídeo:

A fala foi feita durante a sessão da CPMI do INSS desta segunda, que ouve o presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira da Cruz. A entidade é suspeita de realizar descontos indevidos na aposentadoria de dezenas de milhares de segurados e de faturar R$ 221 milhões.

Farra no INSS

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Recorrência de habeas corpus

A concessão de habeas corpus para que depoentes possam ficar em silêncio diante de questões que possam incriminá-los tem sido recorrente na CPMI do INSS. O depoente desta segunda obteve a liberação do STF para permanecer em silêncio, quando considerar necessário.

Abraão Lincoln Ferreira da Cruz segue sendo ouvido pelo colegiado e tem se negado a dar respostas para a quase totalidade dos questionamentos. O habeas corpus foi concedido pelo ministro do STF Alexandre de Moraes.

Como mostrou o Metrópoles, na coluna de Tácio Lorran, a Controladoria Geral da União (CGU) apontou que a instituição sindical presidida por Abraão Lincoln não tem nenhum funcionário registrado, apesar de ter atingido, em 2024, a marca de 445 mil filiados, o que gerou um faturamento de R$ 41,2 milhões só no ano passado.