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Erika Hilton acusa Nikolas de auxiliar Bolsonaro a violar regras da custódia

Por Metrópoles 23/11/2025 12:27
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A deputada Erika Hilton (PSol) enviou ao ministro Alexandre de Moraes (STF) uma notícia-crime em que acusa o deputado Nikolas Ferreira (PL) de violar ordem judicial e de ter atuado para facilitar uma suposta tentativa de fuga do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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No documento, Hilton afirma que imagens divulgadas pela imprensa mostram Nikolas “utilizando telefone celular dentro da residência onde o réu cumpria a cautelar”, o que, segundo ela, rompeu diretamente as condições impostas pelo STF.

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A parlamentar sustenta que a visita, ocorrida em 21 de novembro, antecedeu uma sequência de episódios que culminaram na decretação da prisão preventiva de Bolsonaro.

O texto destaca que, horas após a presença de Nikolas na casa, o sistema de monitoramento registrou às 0h07 a “tentativa de rompimento da tornozeleira eletrônica”, seguida de mobilização política convocada pelo senador Flávio Bolsonaro e do pedido de prisão preventiva feito pela Polícia Federal.

Para Hilton, há indícios de que a conduta de Nikolas foi além da violação da cautelar: “há fortes indícios de cooperação, além da flagrante violação de ordem judicial”. Ela afirma que a presença do deputado, aliada ao uso do celular, “sugere participação ativa na articulação que antecedeu a tentativa de fuga”.

A notícia-crime sustenta que a própria decisão que impôs a prisão domiciliar determinava que visitantes autorizados estavam “expressamente proibidos de utilizar celulares, tirar fotos ou gravar imagens”.

A parlamentar cobra investigação sobre eventual auxílio moral ou material para que Bolsonaro violasse as medidas impostas, inclusive instruções sobre rompimento da tornozeleira ou combinação de estratégias de evasão.

“Há justa causa para investigar se o parlamentar transmitiu instruções, ofereceu meios tecnológicos ou combinou estratégias de evasão.”

A deputada pede que o STF determine a busca e apreensão do celular usado por Nikolas na visita — medida que considera “imperiosa para elucidar eventual participação do noticiado no intuito de fuga do réu”. Também solicita a abertura de inquérito pela PGR e a oitiva de Nikolas e dos agentes responsáveis pela fiscalização da visita.

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