8 de julho de 2026

Família de Senna teria barrado Galisteu após tragédia, revela nova série documental

Família de Senna teria barrado Galisteu após tragédia, revela nova série documental
Família de Senna teria barrado Galisteu após tragédia, revela nova série documental

A estreia do documentário “Meu Ayrton por Adriane Galisteu”, na HBO Max, trouxe à tona novas revelações sobre o relacionamento da apresentadora com Ayrton Senna, morto em 1994 durante o GP de San Marino. Em dois episódios, a produção revisita a história de amor do casal e inclui depoimentos de pessoas próximas ao piloto, como a ex-assessora dele, Betise Assumpção, e a esposa de Braguinha, um dos melhores amigos de Senna, Luiza Braga.

Segundo Betise, a relação entre Galisteu e a família de Senna nunca foi harmoniosa: “A família nunca gostou de nenhuma namorada, queria ter controle total do cara”, afirmou a ex-assessora, em um dos trechos mais comentados da série. Galisteu reforçou a percepção no documentário ao dizer que “nem a família do Ayrton seria capaz de contar a história dele como homem”.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Poster do documentário “Mey Ayrton”Divulgação: HBO Max Adriane Galisteu e Ayrton SennaReprodução: Arquivo pessoal Adriane Galisteu e Ayrton SennaReprodução: Arquivo pessoal Adriane GalisteuReprodução: Portal LeoDias/Montagem Adriane Galisteu namorou Ayrton Senna por cerca de um ano e meioCrédito: Bruno Fiorentino

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O primeiro episódio também mostra o lado mais íntimo da apresentadora, que relembra sua juventude no bairro da Lapa, em São Paulo, e as dificuldades que enfrentava antes da fama. Galisteu perdeu o pai na adolescência e vivia uma relação conturbada com o irmão, envolvido com o tráfico. Aos 20 anos, conheceu Senna durante o GP do Brasil e, pouco tempo depois, iniciou o namoro.

Já no segundo episódio, o foco é o dia da tragédia. Galisteu estava em Portugal e se preparava para viajar até San Marino, mas recebeu, junto com a amiga Luiza, um telefonema de Braguinha com um recado que a abalou: “A família não quer ela aqui. Ele já morreu”. A frase sintetiza a tensão entre Galisteu e os familiares do tricampeão.

O documentário também aborda o momento em que a apresentadora foi buscar seus pertences na casa de Senna e encontrou a mãe dele, Neyde Senna. Emocionada, Galisteu relembra: “Perdi um namorado, o Brasil perdeu um ídolo. Eu não queria competir com ninguém, mas uma dor genuína e profunda era a da mãe”, disse a apresentadora.

A produção chega um ano após o lançamento da minissérie “Senna”, da Netflix, em que a figura de Galisteu foi praticamente suprimida, gerando críticas do público. A apresentadora, porém, nega qualquer tom de revanche e afirma que o documentário não é uma resposta à série da gigante do streaming, mas sim seu próprio ponto de vista sobre o que viveu.

Dirigida por João Wainer, a série combina imagens inéditas, registros pessoais e relatos emocionantes, mostrando o lado humano do ídolo da Fórmula 1 e da mulher que o acompanhou em seus últimos meses de vida.