Início / Versão completa
Geral

INSS: Stefanutto foi expulso de apartamento funcional antes de prisão

Por Metrópoles 13/11/2025 13:27
Publicidade

Preso nessa quinta-feira (13/11) pela Polícia Federal (PF), o ex-presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) Alessandro Stefanutto foi expulso do apartamento funcional em que morava logo após a primeira fase da Operação Sem Desconto, que investiga esquema que desviou bilhões de reais de aposentados e pensionistas. A fraude foi revelada pelo Metrópoles.

Publicidade

Stefanutto morava no imóvel funcional desde 8 de março de 2023, quando foi nomeado como Diretor de Orçamento, Finanças e Logística do INSS. O apartamento fica na Asa Norte, em Brasília, e tem área privativa de 198,78 m². Em seguida, se tornou presidente do órgão, mantendo o benefício.

6 imagensFechar modal.1 de 6

Ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi exonerado após operação da PF

Publicidade

Kebec Nogueira/Metrópoles2 de 6

Ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi exonerado após operação da PF

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES3 de 6

Ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi exonerado após operação da PF

Kebec Nogueira/Metrópoles4 de 6

Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS

Kebec Nogueira/Metrópoles5 de 6

Alessandro Stefanutto, presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Brasília (DF), 17/12/2024. KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES

Kebec Nogueira/Metrópoles6 de 6

Ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, foi exonerado após operação da PF

Kebec Nogueira/Metrópoles

No entanto, Stefanutto foi alvo da primeira fase da Operação Sem Desconto, deflagrada em 23 de abril deste ano, e acabou sendo demitido da presidência do INSS. O governo federal logo cobrou a devolução do apartamento.

Stefanutto chegou a entrar na Justiça contra a medida. Ele pedia para ficar no apartamento por mais algum tempo ao justificar que não tinha outro imóvel “para permitir a sua moradia digna”. Na prática, solicitava um prazo adicional de 90 dias, além dos 30 dias já estabelecidos pelo contrato, para desocupar o apartamento.

“Desde o momento da deflagração da operação, o Autor passou por problemas psicológicos, uma vez que nunca tinha passado por situação similar”, justificou a defesa do ex-presidente do INSS. “Dentro dessa centrifuga de caos instaurado na vida privada do Autor ainda não foi possível encontrar outro imóvel para realizar a desocupação da moradia funcional, até pelo fato de que não é fácil conciliar uma mudança para um imóvel que tenha a capacidade de comportar os objetos pessoais do Autor e acolher a sua família”, prosseguiu.

Prédio onde morava o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto

Leia também

Em 27 de maio, a juíza federal Luciana Raquel Tolentino de Moura, substituta da 7ª Vara da Seção Judiciária do Distrito Federal, indeferiu o pedido. Ela explicou que o imóvel funcional não constitui um instrumento de política pública de habitação social, mas, sim, um benefício funcional, de natureza acessória, precária e transitória.

“Não se trata, portanto, de direito fundamental à moradia em sentido absoluto, mas de uma concessão administrativa, cujo termo e condições são rigidamente disciplinados por normas de direito público, cuja observância é obrigatória tanto pela Administração quanto pelos jurisdicionados”, explicou a magistrada.

Quase um mês depois, em 25 de junho, Stefanutto informou à Justiça ter se mudado do imóvel funcional e, por isso, solicitou a desistência da ação. À coluna, a defesa do ex-presidente do INSS negou que ele tenha sido expulso. “Nunca houve expulsão. A ação judicial era para postergar a mudança da casa. A ação já se encerrou pela mudança dentro do prazo.”

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.