Líder do PT pede ao STF rastreio do ferro de solda de Bolsonaro

Líder do PT pede ao STF rastreio do ferro de solda de Bolsonaro

Líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ) acionou o STF para investigar como Jair Bolsonaro obteve o ferro de solda usado na tentativa de romper a tornozeleira eletrônica.

No documento, o deputado afirma que o objeto é um “instrumento especializado que não se confunde com utensílio doméstico trivial” e pede perícia para rastrear sua procedência, coleta de impressões digitais e cadeia de custódia.

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Tornozeleira utilizada por Bolsonaro com sinais evidentes de violação

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Vigília em frente à casa do ex-presidente

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Ex-presidente Jair Bolsonaro

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Senador Flávio Bolsonaro

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Deputado federal Eduardo Bolsonaro

Vinicius Schmidt/Metropoles6 de 6

Superintendência da PF em Brasília

Daniela Santos/Metrópoles

A representação aponta que o uso do equipamento produziu “derretimento direcionado” na carcaça da tornozeleira, o que, segundo o texto, é incompatível com acidente ou falha técnica.

O parlamentar solicita a identificação de quem eventualmente levou o instrumento à residência e afirma que a pergunta “de onde veio esse ferro de solda?” permanece sem resposta.

O documento cita ainda que, segundo o próprio Jair Bolsonaro informou na audiência de custódia, um assessor e seu irmão estavam na casa no momento dos fatos. A peça pede a oitiva de ambos e a verificação de visitantes que estiveram no local nas 72 horas anteriores. Também requer a obtenção de imagens internas e externas do condomínio, além da análise de comunicações telemáticas.

Apuração sobre Eduardo e Flávio

A representação solicita que o STF investigue a convocação de uma vigília feita pelo senador Flávio Bolsonaro na véspera do episódio. O líder do PT afirma que o ato, anunciado como religioso, gerou aglomeração e registra que um pastor foi “agredido e hostilizado”, o que indicaria mobilização política e possível finalidade de “dificultar a movimentação dos agentes de segurança”.

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A peça também menciona declaração de Eduardo Bolsonaro, feita após a prisão preventiva do pai, segundo a qual pessoas investigadas pelo 8 de janeiro “deveriam fugir de uma pena injusta”.

Lindbergh afirma que a fala de Eduardo ocorreu depois da tentativa de romper a tornozeleira e pede apuração sobre eventual conexão com o episódio e com a fuga de outros investigados.

A representação sustenta que os elementos reunidos podem indicar uma sequência de atos envolvendo Jair, Flávio e Eduardo Bolsonaro.

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