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Lula compara Amazônia à bíblia: “Cada um interpreta da sua forma”

Por Metrópoles 06/11/2025 10:27
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Belém — O presidente Lula afirmou nesta quinta-feira (6/11), em discurso na Cúpula de Líderes pré-COP30, que a Amazônia “é como se fosse uma bíblia: todo mundo sabe que existe e interpreta cada um da sua forma”.

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A declaração foi feita pelo mandatário brasileiro no final de seu discurso, quando o petista improvisou uma fala para enaltecer o fato de a conferência do clima da ONU estar sendo realizada em um estado amazônico.

“Queria pedir a vocês que a gente tem que agradecer a disposição de fazer essa COP da Amazônia na Amanôzia. Muita gente não acreditava que fosse possível trazer para um estado do Amazonas uma COP, porque as pessoas estão mais habituadas a desfilar por grandes cidades. E nós resolvemos que a Amazônia para o mundo é como se fosse uma bíblia: todo mundo sabe que existe e interpreta cada um da sua forma. E nós queríamos que as pessoas viessem aqui para ver o que é a Amazônia, para ver o que é o povo da Amazônia, para ver o que é a natureza da Amazônia, para ver o que é a culinária da Amazônia”, afirmou Lula.

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Na parte em que leu o discurso com a ajuda de um teleprompter, Lula afirmou que a justiça climática é aliada no combate à pobreza e disse que é preciso” superar dois descompassos” para avançar nas mudanças.

“O primeiro é a desconexão entre os salões diplomáticos e o mundo real. As pessoas podem não entender o que são emissões ou toneladas métricas de carbono, mas sentem a poluição. Podem não compreender o que são sumidouros de carbono ou reguladores climáticos, mas reconhecem o valor das florestas e dos oceanos. Podem não ser versadas em financiamento concessional ou misto, mas sabem que nada se faz sem recursos. Podem não assimilar o significado de um aumento de um grau e meio na temperatura global, mas sofrem com secas, enchentes e furacões. O combate à mudança do clima deve estar no centro das decisões de cada governo, de cada empresa, de cada pessoa. O conceito de mutirão, que traduz um esforço coletivo em torno de um objetivo comum, é o espírito que vai animar Belém”, disse o petista.

O segundo descompasso, de acordo com Lula, seria “o descasamento entre o contexto geopolítico e a urgência climática”. Nesse momento, o petista criticou o que chamou de “forças extremistas”.

“Forças extremistas fabricam inverdades para obter ganhos eleitorais e aprisionar as gerações futuras a um modelo ultrapassado que perpetua disparidades sociais e econômicas e degradação ambiental. Rivalidades estratégicas e conflitos armados desviam a atenção e drenam os recursos que deveriam ser canalizados para o enfrentamento do aquecimento global. Enquanto isso, a janela de oportunidade que temos para agir está se fechando rapidamente”, afirmou.

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