9 de julho de 2026

Moraes barra pedido por exame médico em Bolsonaro antes do fim do julgamento

Moraes barra pedido por exame médico em Bolsonaro antes do fim do julgamento
Moraes barra pedido por exame médico em Bolsonaro antes do fim do julgamento

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), considerou “impertinente” o pedido feito pelo Governo do Distrito Federal (GDF) para submeter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a uma avaliação médica antes da conclusão definitiva do processo que o condenou por tentativa de golpe de Estado. A solicitação foi apresentada pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seape), que queria confirmar se o quadro de saúde do ex-chefe do Executivo permitiria sua eventual transferência para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Segundo Moraes, o pedido não se enquadra no momento processual atual e só poderá ser reapresentado após o trânsito em julgado, quando todos os recursos forem esgotados e a sentença se tornar definitiva. Até lá, o ministro mandou que o requerimento fosse retirado dos autos da ação penal.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Alexandre de Moraes usa gravata com estampa de “cachorrinhos” para retomada do julgamento de Bolsonaro e aliadosFoto: Rosinei Coutinho/STF O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)Foto: Antonio Augusto/STF
Primeira Turma do STFReprodução: Internet Ministro Alexandre de Moraes é alvo da Lei MagnitskyFoto: Givaldo Barbosa Casa de Jair Bolsonaro, em BrasíliaReprodução: Internet

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A Seape havia justificado o pedido com base nas condições médicas de Bolsonaro, que passou por diversas cirurgias abdominais e chegou a ser internado em setembro, durante o cumprimento da prisão domiciliar decretada em agosto. O órgão argumentou que seria necessário verificar se as unidades prisionais do DF têm infraestrutura adequada para eventuais cuidados médicos de emergência.

O processo contra o ex-presidente segue em andamento. O Supremo Tribunal Federal (STF) começa nesta sexta-feira (7/11) a analisar o primeiro recurso da defesa, apresentado sob a forma de embargos de declaração. Caso seja rejeitado, os advogados terão mais 5 dias para ingressar com um novo pedido, que também será avaliado pela Primeira Turma da Corte.

Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado por liderar uma organização criminosa e tentar abolir, de forma violenta, o Estado Democrático de Direito. A execução da pena e uma possível transferência para o sistema prisional só poderão ocorrer depois que o processo transitar em julgado, ou seja, quando não houver mais possibilidade de recurso.

A decisão de Moraes mantém o ex-presidente em prisão domiciliar até que o STF finalize a análise dos embargos. Somente após essa etapa o ministro deverá decidir se Bolsonaro seguirá cumprindo pena em casa ou será encaminhado a um presídio, com direito a cela especial, prerrogativa garantida a ex-presidentes da República.