Em meio à constante luta contra as regras impostas pelo regime autoritário iraniano, mulheres do país encontraram uma nova forma de desafiar o status quo — em um gesto que mistura utilidade e simbologia. Mesmo sem permissão, elas agora ocupam as ruas da capital pilotando scooters e motocicletas, em um ato que troca o hijab pelo capacete.
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Embora impossibilitadas de tirar a carteira de habilitação, mulheres iranianas aparecem em número cada vez maior nas ruas de Teerã conduzindo scooters e motocicletas. O ato surgiu como forma de aliviar o tempo nos congestionamentos da cidade, mas se transformou em um gesto simbólico de independência.
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No país, não existe uma lei explícita que proíbe mulheres de obter carteira de motorista para motocicleta, mas o código de trânsito vigente limita a emissão de licenças apenas para homens.


Do hijab à liberdade
Para além da questão da mobilidade, o aumento de mulheres pilotando motos no Irã evidencia um movimento de redefinição dos papéis femininos no espaço público, fortalecido desde os protestos após a morte de Mahsa Amini em 2022, por supostamente não usar o hijab de forma adequada.
Aos poucos, o hijab dá lugar ao capacete na cabeça das mulheres iranianas, não por imposição, mas como exemplo da escolha pessoal buscada incessantemente pelo povo do país.


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Suspensão busca frear cenário de caos político e diplomático
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Mulheres iranianas
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Protestos com repressão violenta acontecem desde 2022 no país
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Punições são previstas ao não uso do hijab
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