10 de julho de 2026

Perseguição ou erros juvenis? Expulsão de Plata reacende debate no Flamengo

Perseguição ou erros juvenis? Expulsão de Plata reacende debate no Flamengo
Perseguição ou erros juvenis? Expulsão de Plata reacende debate no Flamengo

O Flamengo deixou escapar pontos importantes na luta pelo título brasileiro ao empatar por 2 a 2 com o São Paulo, nesta quarta-feira (5/11), na Vila Belmiro. O resultado, que fez o Rubro-Negro chegar aos 65 pontos, foi marcado por mais uma expulsão do atacante Gonzalo Plata, sendo a terceira em menos de dois meses.

O equatoriano recebeu cartão vermelho direto aos 21 minutos do segundo tempo, pouco depois de Samuel Lino marcar o gol da virada flamenguista. Em dividida com o zagueiro Arboleda, Plata acertou o tornozelo do adversário com uma solada e foi expulso de forma imediata pelo árbitro Rodrigo José Pereira de Lima. A jogada ocorreu quando o Flamengo vencia por 2 a 1. Com um jogador a menos, o time viu o São Paulo empatar com Ferreirinha, aos 34 minutos.

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Veja as fotosAbrir em tela cheia Plata leva cartão vermelho no jogo de ida da LibertadoresFoto: André Durão PlataReprodução PlataReprodução

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A repetição dos episódios começa a gerar incômodo interno. A ESPN apurou que o clube tratou a nova expulsão como um “erro juvenil”, sem intenção de agressão, mas reconheceu o prejuízo causado em campo. Em coletiva após o jogo, o técnico Filipe Luís minimizou a responsabilidade do jogador e assumiu a culpa pelo resultado.

“Punições sempre dependem da diretoria do clube. É claro que eu participo. Mas o que acontece? Uma expulsão como a do Plata de hoje, que foi sem querer. Foi sem querer, ele quis ir na bola e acabou pegando a perna do jogador. Um jogador que estava dando absolutamente tudo para a equipe durante o jogo, estava correndo. Eu jamais vou culpar um jogador por cometer um erro desses. Ao contrário, eu estou aqui para colocar a culpa em mim mesmo. Eu, como maior responsável pela equipe, sou o responsável por um empate como esse”, afirmou o treinador.

De herói a vilão em menos de um ano
A nova expulsão amplia uma sequência negativa de Gonzalo Plata, que vive contraste com o momento de glória de novembro de 2024, quando marcou o gol do título da Copa do Brasil, em jogada individual sobre o goleiro Éverson, do Atlético-MG. Desde então, o atacante tem ganhado destaque por motivos distintos.

Além da punição diante do São Paulo, Plata já havia sido expulso há uma semana, na semifinal da Libertadores, contra o Racing, em Buenos Aires, ao desferir um soco nas partes íntimas de Marcos Rojo. O Flamengo, mesmo com um a menos, empatou em 0 a 0 e avançou à decisão. O primeiro cartão vermelho da sequência havia ocorrido em setembro, durante o confronto com o Fluminense, também por conduta violenta.

Com o novo episódio, o Flamengo soma cinco expulsões nos últimos dez jogos, com três delas envolvendo o atacante equatoriano. O acúmulo de suspensões gerou preocupação na comissão técnica e entre dirigentes, especialmente por ocorrer em uma fase decisiva da temporada. Plata, inclusive, está suspenso da final da Libertadores, contra o Palmeiras, no dia 29 de novembro, em Lima.

Cartão que muda o rumo
O lance com Arboleda foi determinante para o desfecho do jogo em Santos. Até o momento da expulsão, o Flamengo controlava o placar e tinha o domínio das ações. Com dez em campo, recuou, viu o São Paulo crescer e empatar. O resultado manteve o Rubro-Negro atrás do Palmeiras, que ainda jogará na rodada.

Nas redes sociais, torcedores expressaram indignação e ironizaram a reincidência do atacante. Comentários com expressões como “de novo” e “erro juvenil” se repetiram nas publicações oficiais do clube.

Internamente, o episódio reacende o debate sobre o comportamento do jogador e os impactos de sua postura no grupo. Embora a comissão técnica trate o caso como fruto de imaturidade, a reincidência em curto período tem sido vista como ponto de atenção.

De protagonista em uma conquista nacional a personagem de sucessivas expulsões, Plata vive um momento de instabilidade no Flamengo. A dúvida que se impõe agora, dentro e fora do clube, é se o atacante é vítima de perseguição por lances mal interpretados ou prisioneiro dos próprios erros.

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