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Pesquisa da OAB aponta desequilíbrio e sobrecarga em varas do TJDFT

Por Metrópoles 17/11/2025 01:27
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Uma pesquisa realizada pela Ordem dos Advogados do Brasil Seccional do Distrito Federal (OAB-DF) aponta sobrecarga e desequilíbrio na distribuição de varas nas regiões administrativas.

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Na segunda-feira (10/11), a OAB-DF apresentou os dados ao corregedor do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), desembargador Mário-Zam Belmiro Rosa, e solicitou mudanças administrativas nos órgão regionais.

Segundo o levantamento feito pela Comissão de Celeridade Processual e Prerrogativas da OAB-DF, “há desproporção significativa entre o número de servidores e o volume de processos, notadamente nas circunscrições do Guará, Samambaia e Planaltina, onde há volume considerável de processos em tramitação, mas o quadro de servidores em exercício ou a informação sobre eles é limitada”.

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No caso do Fórum do Guará, por exemplo, há 13,3 mil processos em tramitação, mas apenas 26 servidores informados, segundo a pesquisa da OAB-DF. No Fórum de Planaltina, existem 26,1 mil ações judiciais em andamento com dados de servidores incompletos.

O levantamento também aponta que o Guará possui 120,6 mil habitantes, mas apenas uma vara cível, além de duas varas mistas de família e cível, enquanto o Plano Piloto possui 25 varas cíveis para atender 198,6 mil habitantes.

Veja o que a OAB-DF pediu ao TJDFT:

“As justificativas técnicas e estatísticas para cada proposta que fizemos ao corregedor estão detalhadas no relatório que entregamos a ele e que inclui dados comparativos e projeções de demanda. Em nossa reunião, fomos muito bem atendidos pela Corregedoria, e nos colocamos à disposição para colaborar no aprofundamento das análises e no acompanhamento das medidas a serem adotadas”, disse o presidente da OAB-DF, Paulo Maurício Siqueira, o Poli.

O que diz o TJDFT

O TJDFT informou que, no âmbito da Corregedoria da Justiça do DF, “estão sendo realizados estudos visando à melhor equalização da força de trabalho, em cumprimento às resoluções do CNJ”.

“Tais estudos já vinham sendo realizados antes mesmo da provocação da OAB e visam, inclusive, à manutenção da saúde de magistrados e servidores, bem como à adequada prestação jurisdicional”, disse.

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