Entre sol e chuva, Max Verstappen desembarca em São Paulo cercado por confiança e pela esperança de seguir vivo na disputa pelo título da Fórmula 1. Em entrevista à Folha de S.Paulo, o tetracampeão afirmou estar preparado para qualquer condição de pista em Interlagos e destacou que ainda acredita na possibilidade de uma virada nas etapas finais da temporada.
“Nós estivemos consistentemente no pódio [nas últimas corridas], o que já é uma grande melhoria em comparação ao resto da temporada. Vamos tentar ser os mais competitivos o possível. Eu sei que ainda existe essa pequena chance de lutar pelo título. Nós vamos fazer o nosso melhor e ver onde vamos chegar”, declarou o piloto da Red Bull.
Veja as fotosAbrir em tela cheia Max Verstappen no Grande Prêmio da Áustria de Fórmula 1Reprodução/Instagram: @maxverstappen1
Max Verstappen no Grande Prêmio da Áustria de Fórmula 1Reprodução/Instagram: @maxverstappen1
Verstappen prepara capacete especial com cores do Brasil para o GP de São PauloReprodução/Instagram @maxverstappen1
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A etapa brasileira oferece 33 pontos em disputa, incluindo a corrida sprint de sábado (8/11), às 11h, e o GP de domingo, às 14h (de Brasília). Depois de São Paulo, o campeonato segue por Las Vegas, Catar e Abu Dhabi.
Verstappen destacou ainda a influência do clima na preparação para o fim de semana. “O tempo pode mudar a cada dia e temos que checar a previsão diariamente. As projeções são diferentes. Estamos prontos para correr no seco e no molhado”, afirmou.
O piloto relembrou o desempenho do ano passado em Interlagos, quando largou em 17º sob forte chuva e terminou a corrida na primeira colocação. “O ano passado teve loucas emoções. Eu precisei começar de trás [na 17ª posição]. Parece que nos próximos dias haverá um pouco de chuva por aí, embora eu ache que, no domingo, talvez teremos a menor quantidade”, observou.
Verstappen também comentou sobre sua relação com o público brasileiro e o significado especial de correr em Interlagos: “Este lugar já me trouxe sorte e azar. Houve uma vez em que eu estava liderando a corrida e acabei sendo tirado da prova, mas, no geral, é sempre muito bom estar aqui. Os fãs são incríveis. As arquibancadas ficam muito próximas da pista e isso cria uma atmosfera única. Para mim, correr aqui é sempre algo muito especial.”
O piloto comentou ainda sobre sua amizade com o brasileiro Gabriel Bortoleto, revelação da Fórmula 1. “Nós passamos muito tempo juntos em atividades relacionadas às corridas. Ele tem um ótimo coração e é extremamente apaixonado pelo esporte, além de ser um piloto muito rápido. Fico feliz em ajudá-lo, já que passei por essa mesma fase quando era rookie”, contou.
Pai de uma menina de menos de um ano, Verstappen afirmou que tenta conciliar a rotina de corridas com a vida familiar. “É difícil ficar longe da família. Entre as corridas, tento voltar para casa o mais rápido possível. Durante os fins de semana de corrida, fazemos chamadas de vídeo para manter o contato. Ter 24 corridas por ano é muita coisa, mas esse é o meu trabalho. Ser pai é algo que sempre desejei”, disse.
Ao ser questionado sobre sua relação com Nelson Piquet, sogro e tricampeão mundial, o piloto afirmou que compreende o destaque dado a Ayrton Senna no Brasil. “A questão é que Ayrton Senna era de São Paulo, certo? Então, naturalmente, a conexão aqui é mais profunda. Ele proporcionou muitos momentos emocionantes para o Brasil e marcou profundamente o país. Ao mesmo tempo, houve muitos outros grandes pilotos brasileiros na história, e acho muito importante relembrar e valorizar esses momentos”, respondeu.
Verstappen encerrou a entrevista ressaltando que, mais do que recordes e números, o que o motiva é o prazer de competir. “Eu nunca cresci pensando que precisava ganhar sete, seis, cinco ou quatro títulos. Eu só queria ser um piloto de F1 e ser bom no que estava fazendo. Muitas dessas estatísticas também dependem de sorte — estar na equipe certa em um bom período. Enquanto eu estiver feliz, continuo fazendo o que estou fazendo”, concluiu.
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