
A Secretaria de Estado de Saúde do Acre (SESACRE) respondeu ao Ministério Público do Estado (MPAC) sobre a solicitação de implantação de um serviço de hemodiálise em Sena Madureira, após o caso de internação do padre Paolino Maria Baldassari, que reacendeu o debate sobre a necessidade desse atendimento especializado no município.
Em ofício encaminhado ao promotor de Justiça Júlio César de Medeiros Silva, da Promotoria Cível de Sena Madureira, o secretário de Saúde, Pedro Pascoal Duarte Pinheiro Zambon, informou que o processo para contratação de uma empresa especializada em Tratamento Renal Substitutivo (hemodiálise e diálise) está em andamento, mas ainda depende da conclusão de etapas administrativas. Por isso, a SESACRE solicitou prorrogação de 15 dias para finalizar os trâmites necessários.
“Diante da complexidade dos trâmites necessários, solicitamos a prorrogação do prazo por mais 15 dias, a fim de permitir a conclusão das etapas pendentes e a adoção das medidas cabíveis”, escreveu o secretário no documento oficiAL.
A resposta da secretaria ocorre após o Ministério Público requisitar informações sobre as providências do Estado quanto à implantação do serviço, considerando a distância de Sena Madureira para Rio Branco — onde estão concentradas as unidades de hemodiálise — e as dificuldades enfrentadas por pacientes com doenças renais crônicas.
O pedido do MP foi motivado pela repercussão da internação do padre Paolino, figura histórica e missionária na cidade, que faleceu em 2016. A situação reforçou a urgência da oferta do tratamento na região, que atualmente depende de deslocamentos longos para atendimento.
Com o novo prazo, a expectativa é que o governo apresente, ainda neste mês, um cronograma detalhado das medidas para viabilizar o serviço no hospital local ou em uma estrutura contratada.






