19 de junho de 2026

Tornado, ciclone ou furacão? Entenda diferenças entre os fenômenos

Tornado, ciclone ou furacão? Entenda diferenças entre os fenômenos
Tornado, ciclone ou furacão? Entenda diferenças entre os fenômenos

Em um mês marcado por extremos climáticos, o Brasil deve enfrentar novos ciclones extratropicais em novembro de 2025. O cenário reacende dúvidas comuns: afinal, o que diferencia tornados, ciclones extratropicais e furacões e porquê  alguns são mais destrutivos que outros. Todos esses fenômenos têm algo em comum: são sistemas de baixa pressão que geram ventos fortes e chuva intensa.

Entretanto, as semelhanças param aí. Como se originam, o tamanho, a duração e a intensidade dos ventos acabam por variar drasticamente.

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Onde cada um se forma

O tornado nasce no continente, ligado à base de nuvens do tipo supercélula. Ele é um funil giratório que toca o solo, geralmente associado a ambientes muito quentes e úmidos. A maior área de formação do planeta está localizada nos Estados Unidos, especialmente no centro-leste. E, no Brasil, acontecem principalmente no Sul.

Já os furacões — chamados de tufões no Pacífico oeste — são sistemas tropicais que surgem sobre oceanos quentes. Com grande extensão, núcleo quente, podem durar vários dias, provocando chuvas muito intensas e ventos acima de 150 km/h.

Os ciclones extratropicais, são mais comuns no Brasil, se formam em ambientes com forte contraste de temperatura e estão sempre associados à passagem de frentes frias. No Hemisfério Sul, giram no sentido horário e podem se estender por mais de 1.000 km. Apesar de intensos, costumam ser menos destrutivos que tornados e furacões.

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Previsibilidade

Outro fator que diferencia muito é a questão da “antecipação” que também varia muito. Meteorologistas conseguem identificar condições favoráveis para tornados com certa antecedência, mas o alerta real costuma ser emitido somente minutos antes da ocorrência, aumentando o risco.

Furacões, tufões e ciclones extratropicais, por outro lado, podem ser monitorados por dias, permitindo ações preventivas mais eficientes.

Força dos ventos

Tornados e furacões são classificados por escalas específicas — Fujita Aprimorada e Saffir-Simpson, respectivamente. Tornados podem ultrapassar 300 km/h nos casos mais extremos, enquanto os furacões chegam facilmente a 200 km/h.

Ciclones extratropicais intensos costumam gerar ventos pouco acima de 100 km/h, sendo, portanto, menos violentos. Já o tornado é visível a olho nu, com formato de funil.

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Defesa Civil de SC divulgou imagens dos estragos

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Fenômeno atingiu a região nessa sexta-feira (7/11)

Defesa Civil de Santa Catarina/Divulgação

Tamanho em pauta

A diferença de escala impressiona:

  • Tornados: podem ter apenas alguns metros a até 2 km de diâmetro.
  • Furacões e tufões: chegam, em média, a 500 km entre o centro e as áreas de vento mais forte.
  • Ciclones extratropicais: superam 1.000 km de extensão.

Segundo o Inmet, a formação de novos ciclones extratropicais é esperada ao longo de novembro de 2025, sobretudo no Sul e no Sudeste. Estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná estão em alerta, seguidos por São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais. Esses sistemas podem trazer chuva intensa, ventos fortes e quedas bruscas de temperatura.

Enquanto isso, Norte e Centro-Oeste mantêm o padrão quente e úmido típico da época. A expectativa é que as temperaturas mais amenas no Sul e no Sudeste durem até cerca de 20 de novembro, antes da volta gradual do calor.