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Tren de Aragua: facção venezuelana cruza fronteiras e invade países

Por Metrópoles 30/11/2025 05:27
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Criada em 2012 por criminosos reclusos na penitenciária de Tocorón, a facção venezuelana Tren de Aragua cresceu de forma acelerada e ultrapassou as fronteiras do país. O grupo, que inicialmente se expandiu dentro da própria Venezuela por meio de alianças com gangues menores, passou a operar no exterior a partir de 2018.

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Segundo levantamentos publicados pelo Insight Crime, nos anos seguintes à fundação do grupo, a quadrilha expandiu sua rede para outros estados da Venezuela por meio de alianças com gangues menores.

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A Tren de Aragua tornou-se transnacional. Entre 2018 e 2023, o grupo consolidou-se em outras nações, estabelecendo células na Colômbia, no Peru e no Chile, com relatos adicionais de presença esporádica no Equador, na Bolívia e no Brasil.

Atualmente, há indícios de que o grupo já atua no Panamá e no México, além de uma presença tímida em cidades da Espanha e dos Estados Unidos da América (EUA).

Aliados do PCC

No Brasil, há indícios de que a facção criminosa tenha firmado uma parceria com a facção paulista Primeiro Comando da Capital (PCC).

Em abril deste ano, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, usou a facção venezuelana Tren de Aragua para defender a PEC da Segurança Pública.

Na ocasião, a autoridade citou que atualmente existem mais de 80 facções atuando em presídios brasileiros, incluindo o grupo criminoso. Ele reforçou a necessidade de uma atuação mais coordenada entre as forças policiais federais e locais.

Um dos estados em que investigações sobre o grupo tem ocorrido de forma veemente é em Roraima (RR). A presença do grupo criminoso na região já foi localizada mais de uma vez.

Violência extrema

Durante o processo de expansão, o grupo também ampliou seu leque de atividades criminosas, incluindo, além do tráfico de drigas e de armas, extorsão, sequestro, tráfico de pessoas para exploração sexual, contrabando de migrantes, contrabando, mineração ilegal, crimes cibernéticos e roubo.

Documentos apontam que o modo de agir do grupo é marcado sobretudo pela ocupação de territórios e por castigar inimigos ou qualquer pessoa que viole as regras ditadas pelos líderes do núcleo criminoso. As principais punições incluem o assassinato e esquartejamento — assim como fazem facções brasileiras amplamente conhecidas.

O “chefão”

Hector Guerrero Flores, conhecido pelo codinome de Niño Guerrero, é apontado como o líder máximo da facção criminosa.

O homem é dono de uma ficha criminosa extensa, tendo sido condenado a 17 anos de prisão por múltiplos homicídios, tráfico e outros delitos.

Em 2018, Héctor Guerrero escapou da cadeia de Tocorón durante uma megaoperação. Ele teria deixado o local sem ser percebido ao percorrer túneis subterrâneos.

Além dele, documentos apontam a existência de co fundadores da facção. Yohan José Romero, o “Johan Petrica”, por exemplo, aparece ao lado de Guerrero em diversos documentos relacionados ao Tren de Aragua.

Ele é acusado de promover  “mineração ilegal” e dar acesso à facção  a armas de nível militar.

Em julho deste ano, o Departamento do Tesouro dos EUA sancionou os criminosos e outras pessoas ligadas a eles.

 

Além dos dois bandidos, foram punidos:

“Terroristas”

No documento, os Estados Unidos classificaram o Tren de Aragua como uma Organização Terrorista Estrangeira”.

 “O governo Trump não permitirá que o Tren de Aragua continue aterrorizando nossas comunidades e prejudicando americanos inocentes. Em consonância com o mandato do Presidente Trump de Tornar a América Segura Novamente, o Tesouro permanece empenhado em desmantelar o Tren de Aragua e interromper a campanha de violência do grupo”, disse  o Secretário do Tesouro, Scott Bessent.

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