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Últimas ararinhas-azuis em vida livre no Brasil são diagnosticadas com vírus fatal e sem cura

Por Marcos Henrique 27/11/2025 09:32 Atualizado em 27/11/2025 09:39
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Onze ararinhas-azuis viviam livres em Curaçá, no norte da Bahia — Foto: Acervo ICMBio

As 11 ararinhas-azuis que ainda viviam em liberdade na Bahia foram diagnosticadas com um vírus letal e incurável, conforme informou o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A espécie, uma das mais raras do planeta, já é considerada extinta na natureza desde 2020.

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As aves tinham sido repatriadas da Europa e integravam o programa de reintrodução mantido no criadouro da empresa Blue Sky, na Bahia. No início de novembro, após uma ordem judicial contra a empresa, os animais foram recapturados e submetidos a exames. Os testes confirmaram que todas estavam infectadas pelo circovírus.

O circovírus é responsável pela doença do bico e das penas, que provoca perda de plumagem, alteração na coloração das penas e deformações no bico. Não existe tratamento eficaz e, na maioria dos casos, a doença leva o animal à morte. Apesar da gravidade, não há risco de transmissão para humanos.

Segundo o ICMBio, o criadouro não adotou as medidas sanitárias necessárias para impedir a disseminação do vírus entre as aves. A falta de isolamento adequado, viveiros e comedouros sujos e a ausência de equipamentos de proteção individual para os funcionários contribuíram para a contaminação de todos os indivíduos. Devido às falhas, a empresa foi multada em R$ 1,8 milhão.

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“Acreditamos que, se as normas de biossegurança tivessem sido seguidas corretamente, poderíamos ter evitado que um único caso se transformasse em 11 aves infectadas”, afirmou Cláudia Sacramento, coordenadora de Emergências Climáticas e Epizootias do ICMBio.

Ainda não há confirmação sobre a origem da contaminação. A doença é mais comum em populações de psitacídeos da Austrália e não costuma ocorrer na região onde as aves viviam, em Curaçá, no norte da Bahia.

Agora, as ararinhas seguem sob os cuidados do ICMBio, mas não poderão mais retornar à natureza, frustrando parte dos esforços de conservação voltados à reintrodução da espécie em vida livre.

Veja:

https://www.instagram.com/reel/DRkDZK0iV3X/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=MzRlODBiNWFlZA==

Informações via g1.

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