Início / Versão completa
Geral

Youtuber é condenado por vídeo fake de Marco Feliciano rasgando bíblia

Por Metrópoles 20/11/2025 01:26
Publicidade

O juiz Cleber de Andrade Pinto, da 16ª Vara Cível de Brasília, condenou um youtuber a pagar R$ 20 mil em indenização ao deputado federal e pastor Marco Feliciano (PL-SP).

Publicidade

O magistrado entendeu que uma imagem gerada por Inteligência Artifical (IA) que mostra Feliciano rasgando uma bíblia teve a intenção de “alterar a realidade e induzir terceiros a acreditarem que o autor teria praticado conduta incompatível com sua trajetória pessoal, profissional e religiosa”.

O vídeo em questão foi publicado no canal de Carlos Heinar, que tem 1,47 milhão de inscritos, em 14 de maio deste ano. No título, o youtuber escreveu: “Vergonha! Marcos Feliciano rasga a bíblia para defender profeta mirim e fica contra a igreja”.

A defesa do parlamentar alegou que diversas pessoas acreditaram e fizeram comentários “ofensivos”, “prejudicando a reputação” de Feliciano.

Publicidade

3 imagensFechar modal.1 de 3

O pastor Marco Feliciano (PL-SP)

Reprodução2 de 3

Evangélico, pastor Marco Feliciano (PL) exaltou Papa Francisco

Reprodução/Facebook3 de 3

Marco Feliciano aconselhou Deltan a deixar o país

Alexandra Martins/Agência Câmara

Leia também

A Justiça já havia determinado a exclusão do vídeo em tutela de urgência. Ao se defender, Heinar alegou que a imagem e a expressão foram usadas como “linguagem metafórica”.

Porém, juiz entendeu que não houve menção de que se tratava de figura de linguagem ou crítica simbólica. “Ademais, para que a situação fosse compreendida seria necessário que os espectadores assistissem integralmente ao vídeo”, completou.

Em 7 de novembro, o magistrado Andrade Pinto confirmou a exclusão e determinou que o youtuber indenizasse o parlamentar.

“A publicação do requerido ultrapassou o mero relato dos fatos e a simples crítica ou fiscalização dos atos praticados pelo autor, tendo sido veiculada imagem sabidamente falsa e inverdades a respeito do autor, consistente na atribuição inverídica de conduta que corrompe o símbolo de sua fé e coloca em dúvida sua integridade perante sua comunidade religiosa e o público em geral, havendo excesso na conduta da parte requerida que inegavelmente violou a honra, imagem do autor e que atingiram sua esfera moral”, escreveu.

A defesa de Marco Feliciano destacou que “a liberdade de expressão, embora seja um direito fundamental consagrado na Constituição, não é absoluta”. “Neste caso, houve a divulgação de manifestações falaciosas com claro intuito de prejudicar a reputação do parlamentar, que também é pastor, agravadas pelo uso de uma imagem manipulada por IA para atribuir a ele um ato que jamais ocorreu (rasgar a Bíblia). É importante reiterar que influenciadores, sobretudo aqueles que detêm grande alcance, devem exercer responsabilidade redobrada sobre aquilo que publicam, a fim de evitar danos irreparáveis à honra e à imagem de terceiros”, afirmaram os advogados Marcus Vinnicius Brasil Ramos e Lucas de Souza Príncipe.

O juiz ainda mandou que Heinar faça uma retratação pública em até 48 horas após a sentença transitar em julgado.

A reportagem tenta contato com a defesa do youtuber, que respondeu por meio de nota. Leia abaixo:

A decisão em primeira instância, que julgou PROCEDENTE o pedido da parte contrária, foi recebida com serenidade pela defesa do Sr. Carlos Heinar, em que pese o indiscutível saber jurídico do MM. Juíz, impõe-se a reforma, com o recurso cabível da respeitável decisão que concedeu a Tutela de Urgência, condenação ao pagamento de Danos Morais no valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais), retratação pública na plataforma do YouTube e a condenação em honorários de sucumbência e custas processuais. Ressaltamos que nosso cliente é uma pessoa que defende a liberdade de expressão e o respeito à honra e à imagem das pessoas, tanto assim que, com a sua vocação religiosa, orienta pessoas de várias maneiras, principalmente através do aconselhamento, orientação espiritual e ensino. A acusação que pesa sobre ele, são
baseadas em interpretações distorcidas de suas ações e declarações. A conduta do Sr. Carlos Heinar, na ótica da defesa, não restou configurado em ato ilícito que
justificasse a condenação por danos morais. Estamos comprometidos em buscar a verdade e a justiça neste processo. Reiteramos que a defesa do nosso cliente continuará pautada pelo respeito às leis e aos direitos fundamentais de todos os cidadãos. Por fim, agradecemos ao veículo de comunicação METRÓPOLES pela cobertura responsável e pelo respeito a este assunto“.

 

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.