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Amas: entenda fenômeno que passa pelo Brasil e pode afetar satélites

Por Metrópoles 15/12/2025 10:26
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Dados de satélites da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) apontam que a Anomalia Magnética do Atlântico Sul (Amas) está aumentando de tamanho. O fenômeno abrange uma região que vai da África até a América do Sul, incluindo o Brasil, onde o campo magnético terrestre se torna mais fraco, criando uma “falha” no escudo protetor natural do planeta nessas áreas.

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De acordo com estudo liderado pela ESA, nos últimos 11 anos a anomalia expandiu-se em 0,9% pela área da superfície terrestre. Os resultados foram publicados em meados de setembro na revista científica Physics of the Earth and Planetary Interiors.

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A Amas é uma região em que o campo magnético terrestre é significativamente mais fraco. Pense no campo magnético da Terra como se fosse um “escudo” natural contra radiação cósmica e solar espalhado por todo planeta. Ao chegar nos locais da anomalia, a proteção fica mais fragilizada, permitindo mais facilmente que a entrada de partículas carregadas de prótons e elétrons vindas do espaço cheguem a altitudes mais baixas.

Os autores do estudo explicam que a falha no escudo não causará impactos físicos à estrutura das cidades,  no entanto, a entrada dessas partículas pode afetar a rede tecnológica dessas regiões, afetando satélites, comunicações e sistemas de navegação, como o GPS. Ao passar na Amas, aeronaves e astronautas também podem estar sujeitos a níveis maiores de radiação.

Os satélites da ESA mostram que o fenômeno não é constante e se comporta de forma distinta entre a América do Sul e a África.

“O campo está se enfraquecendo de maneira mais intensa próximo ao continente africano. Há algo especial acontecendo nessa área que faz o campo perder força de modo acelerado”, explica  o autor principal do estudo, Chris Finlay, geofísico da Universidade Técnica da Dinamarca, em comunicado.

Ainda não se sabe exatamente o que causa a anomalia, mas a agência espacial continuará estudando o campo magnético terrestre pelo menos até 2030, através dos satélites da missão Swarm. A expectativa é que as investigações tragam respostas para uma melhor compreensão da Amas e outros ciclos naturais da Terra.

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