9 de julho de 2026

Após escândalo em camarote do Morumbis, presidente do São Paulo se pronuncia

Após escândalo em camarote do Morumbis, presidente do São Paulo se pronuncia
Após escândalo em camarote do Morumbis, presidente do São Paulo se pronuncia

O presidente do São Paulo, Júlio Casares se pronunciou após um escândalo na exploração comercial irregular de um dos camarotes do Morumbis ser exposta pelo site Ge.globo envolvendo sua ex-mulher e diretora do clube, Mara Casares, e o diretor adjunta da base, Douglas Schwartzmann. Em nota, o mandatário tricolor informou que não irá fazer “condenação prévia”, mas que irá agir com “rigor” caso fatos sejam comprovados após a realização de uma sindicância do clube.

Veja as fotosAbrir em tela cheia Reprodução Reprodução Reprodução Presidente do São Paulo Julio CasaresReprodução/Instagram: @sãopaulofc Agnews Reprodução

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Leia a nota oficial
“Tomei conhecimento da lamentável conversa telefônica em áudio gravado divulgado pela imprensa nesta segunda-feira, um dia muito triste para a instituição.

Só venho me manifestar agora, um dia inteiro após os fatos virem à luz, porque a prioridade é a de que tudo seja esclarecido e, se assim for necessário, as devidas medidas sejam tomadas.

Casos como este não podem passar sem serem devidamente esclarecidos, e isso será feito por meio da sindicância que foi instaurada imediatamente após a revelação do episódio. Este trabalho, está sendo feito em duas frentes: a primeira e mais importante é a auditoria externa, para que não haja nenhuma possibilidade de interferência política ou de influência de poder. Todos serão ouvidos e um relatório final dará ao Clube suas considerações e orientações de eventuais próximos passos. Em paralelo, a sindicância interna será tocada pelo departamento de compliance.

Não defendo e nem pratico prejulgamento e condenação prévia. Acredito no amplo direito à defesa. Mas ressalto que, seja qual for o resultado da sindicância, vamos agir com rigor com quem quer que eventualmente seja apontado com conduta inadequada no Clube. Não há e nem haverá favorecimento por proximidade, amizade, parentesco, função ou alinhamento político.

Não podemos conviver com malfeitos de nenhuma natureza. Nenhuma pessoa é e nunca será maior que o

São Paulo Futebol Clube”

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Entenda o caso
Um esquema de venda irregular de ingressos para um camarote no Morumbi provocou abalo nos bastidores do São Paulo nesta segunda-feira (15/12). Áudios divulgados inicialmente pelo ge.Globo revelam conversas que apontam a participação de dois membros da diretoria do clube em uma negociação considerada clandestina pelos próprios envolvidos.

Os áudios envolvem Douglas Schwartzmann, diretor adjunto da base, e Mara Casares, diretora feminina, cultural e de eventos do São Paulo, além de ex-esposa do atual presidente, Julio Casares. Segundo a reportagem do ge.globo, ambos repassaram de forma irregular o direito de uso de um camarote do estádio para uma intermediária, com fins comerciais.

O camarote em questão, conhecido como “3A”, fica ao lado do espaço reservado à presidência do clube e teria sido cedido por Márcio Carlomagno, atual CEO do São Paulo e possível candidato à presidência na eleição de 2026, apoiado pela chapa de situação. O episódio ocorreu em fevereiro deste ano, durante o show da cantora colombiana Shakira no Morumbis.

O caso veio à tona a partir de um processo que tramita na 3ª Vara Cível do Foro Regional IX, Vila Prudente. Na ação, a empresária Rita de Cássia Adriana Prado afirma ter recebido de Schwartzmann e Mara o direito de explorar comercialmente o camarote. A partir disso, ela teria faturado mais de R$ 130 mil com a venda de ingressos, com valores superiores a R$ 2 mil por bilhete.

O esquema começou a ruir após Rita entrar na Justiça contra outra empresária, Carolina Lima Cassemiro. Segundo o processo, Carolina teria retirado um envelope com 60 ingressos do show sem autorização. Rita afirma que vendeu os bilhetes por R$ 132 mil, mas recebeu apenas R$ 100 mil, o que motivou a retenção do material.

Além da ação judicial, Rita registrou um boletim de ocorrência contra Carolina na 34ª Delegacia de Polícia, no bairro do Morumbi.

Ao tomarem conhecimento da ação e do registro policial, Schwartzmann e Mara passaram a pressionar Rita para que ela retirasse o processo, com receio de que o esquema viesse a público. As conversas telefônicas entre os envolvidos foram gravadas e vazaram, dando origem à reportagem publicada pelo portal nesta segunda-feira.

Em um dos trechos divulgados, Douglas Schwartzmann admite que a venda do camarote ocorreu de forma clandestina e critica a empresária por expor o caso. Em outro momento, ele afirma que todos os envolvidos tinham ciência da irregularidade e reconhece que houve ganho financeiro para mais de uma parte.

Nas gravações, Schwartzmann também orienta Rita a procurar sua advogada, Karoline Moraes de Oliveira, e encerrar o processo judicial. Em tom de alerta, ele sugere que a continuidade da ação poderia comprometer o uso futuro do camarote e prejudicar novas negociações envolvendo shows no estádio.

A ligação com os áudios vazados ocorreu pouco antes da sequência de eventos musicais realizados no Morumbis entre setembro e novembro, período em que o São Paulo precisou mandar partidas na Vila Belmiro durante a reta final do Campeonato Brasileiro.

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