20 janeiro 2026

Ato contra feminicídio tem mais adesão do que ato pró-Bolsonaro em SP

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Cerca de 9,2 mil pessoas participaram do ato contra o feminicídio na tarde deste domingo (7/12), na Avenida Paulista, em São Paulo. O número superou com folga, segundo o Monitor do Debate Político do Cebrap e a ONG More in Common, a adesão registrada no ato bolsonarista realizado no mesmo dia e na mesma avenida, que reuniu cerca de 1,4 mil pessoas.

Ato contra o feminicídio na Avenida Paulista

O protesto contra o feminicídio, organizado pelo Movimento Nacional Mulheres Vivas, bloqueou os dois sentidos da Avenida Paulista em frente ao Museu de Arte de São Paulo (MASP) por volta das 14h, reunindo mais de 9 mil pessoas.

O protesto Mulheres Vivas, contou com aproximadamente 9,2 mil pessoas, segundo levantamento do Monitor do Debate Político e da ONG More in Common. A contagem foi feita a partir de fotos aéreas tiradas em três horários distintos (14h30, 15h45 e 16h), totalizando 12 imagens, sendo que 4 fotos do momento de pico às 15h45 foram selecionadas para análise. Com margem de erro de 12%, o público no pico do ato variou entre 8,1 mil e 10,3 mil participantes.

Ato contra feminicídio tem mais adesão do que ato pró-Bolsonaro em SP - destaque galeria21 imagensAto na Paulista contra feminicídioAto na Paulista contra feminicídioAto Mulheres Vivas na Avenida PaulistaAto na Paulista contra feminicídioAto na Paulista contra feminicídioFechar modal.MetrópolesOrganizado pelo Movimento Mulheres Vivas, o protesto levou 9,2 mil pessoas à Paulista, superando o público de 1,4 mil no ato pró-Bolsonaro1 de 21

Organizado pelo Movimento Mulheres Vivas, o protesto levou 9,2 mil pessoas à Paulista, superando o público de 1,4 mil no ato pró-Bolsonaro

Reprodução – Monitor do Debate PolíticoAto na Paulista contra feminicídio2 de 21

Ato na Paulista contra feminicídio

Jessica Bernardo/MetrópolesAto na Paulista contra feminicídio3 de 21

Ato na Paulista contra feminicídio

Jessica Bernardo/MetrópolesAto Mulheres Vivas na Avenida Paulista4 de 21

Ato Mulheres Vivas na Avenida Paulista

Reprodução/Redes sociaisAto na Paulista contra feminicídio5 de 21

Ato na Paulista contra feminicídio

Jessica Bernardo/MetrópolesAto na Paulista contra feminicídio6 de 21

Ato na Paulista contra feminicídio

Jessica Bernardo/MetrópolesAto Mulheres Vivas na Avenida Paulista7 de 21

Ato Mulheres Vivas na Avenida Paulista

Reprodução/Redes sociaisAto Mulheres Vivas na Avenida Paulista8 de 21

Ato Mulheres Vivas na Avenida Paulista

Reprodução/Redes sociaisMulheres levam faixas pedindo o fim do feminicídio9 de 21

Mulheres levam faixas pedindo o fim do feminicídio

Marcelo Camargo/Agência BrasilAto contra feminicídio tem mais adesão do que ato pró-Bolsonaro em SP - imagem 1010 de 21

Marcelo Camargo/Agência BrasilAto contra feminicídio tem mais adesão do que ato pró-Bolsonaro em SP - imagem 1111 de 21

Marcelo Camargo/Agência BrasilOrganização afirma que o movimento ocorreu em pelo menos 20 estados e no DF12 de 21

Organização afirma que o movimento ocorreu em pelo menos 20 estados e no DF

Marcelo Camargo/Agência BrasilNo caso mais recente no DF, Maria de Lourdes, de 25 anos, foi morta pelo soldado Kelvin Barros da Silva13 de 21

No caso mais recente no DF, Maria de Lourdes, de 25 anos, foi morta pelo soldado Kelvin Barros da Silva

Marcelo Camargo/Agência BrasilParticipantes vestiram roxo e levaram cruzes pintadas de vermelho14 de 21

Participantes vestiram roxo e levaram cruzes pintadas de vermelho

Marcelo Camargo/Agência BrasilMulher com a palma da mão aberta, pintada em vermelho15 de 21

Mulher com a palma da mão aberta, pintada em vermelho

Marcelo Camargo/Agência BrasilAto na Paulista contra feminicídio16 de 21

Ato na Paulista contra feminicídio

Jessica Bernardo/MetrópolesAto na Paulista contra feminicídio17 de 21

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Jessica Bernardo/MetrópolesAto na Paulista contra feminicídio20 de 21

Ato na Paulista contra feminicídio

Jessica Bernardo/MetrópolesAto na Paulista contra feminicídio21 de 21

Ato na Paulista contra feminicídio

Jessica Bernardo/Metrópoles

O ato ocorre em meio aos casos que chocaram o país nos últimos dias. Em 30 de novembro, Tainara Souza Santos, de 30 anos, teve as duas pernas amputadas após ser arrastada por um carro por mais de 1 km pelo ex-companheiro. Um dia depois, na zona norte, uma mulher de 38 anos foi baleada seis vezes por um ex-namorado dentro de uma pastelaria.

De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP), somente na capital paulista, 53 feminicídios foram registrados entre janeiro e outubro de 2025, o maior índice desde o início da série histórica, em 2015. No estado, foram 207 casos, representando um aumento de 8% em relação ao mesmo período de 2024.

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Poucos metros adiante, ocorreu o ato pró-Bolsonaro, que defendeu anistia ao ex-presidente e fez críticas ao Projeto de Lei da Anistia e à Proposta de Emenda à Constituição da Blindagem, em tramitação no Congresso. Vestidos de verde e amarelo, muitos com bandeiras do Brasil, os manifestantes entoaram palavras de ordem pedindo a liberdade de Jair Bolsonaro.

O ato “Caminhada pela liberdade e anistia”, reuniu cerca de 1,4 mil pessoas. As fotos aéreas foram tiradas em dois horários (13h40 e 15h08), totalizando 4 imagens, sendo selecionadas 2 fotos do pico às 15h08 para a contagem. Com a mesma margem de erro de 12%, o público estimado variou entre 1,2 mil e 1,5 mil participantes.

Ato contra feminicídio tem mais adesão do que ato pró-Bolsonaro em SP - destaque galeria6 imagensAto na Paulista pró-BolsonaroAto na Paulista pró-BolsonaroAto na Paulista pró-BolsonaroAto na Paulista pró-BolsonaroMello AraújoFechar modal.MetrópolesOrganizado pelo Movimento Mulheres Vivas, o protesto levou 9,2 mil pessoas à Paulista, superando o público de 1,4 mil no ato pró-Bolsonaro1 de 6

Organizado pelo Movimento Mulheres Vivas, o protesto levou 9,2 mil pessoas à Paulista, superando o público de 1,4 mil no ato pró-Bolsonaro

Reprodução – Monitor do Debate Político Ato na Paulista pró-Bolsonaro2 de 6

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Jessica Bernardo/MetrópolesMello Araújo6 de 6

Mello Araújo

Jessica Bernardo/Metrópoles

Durante o ato pró-Bolsonaro, o vice-prefeito de São Paulo, Coronel Mello Araújo (PL), afirmou que, embora os feminicídios sejam um tema relevante, “a pauta do dia é a anistia”. Mello Araújo ainda ressaltou que não participaria da manifestação em memória das mulheres assassinadas.

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