Início / Versão completa
Geral

Cliente flagra produtos vencidos em padaria que sonegou R$ 15 milhões

Por Metrópoles 09/12/2025 20:26
Publicidade

Investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) por sonegação de R$ 15,5 milhões, a Panificadora Sayonara voltou a ter destaque negativo junto à clientela. Um consumidor flagrou itens com prazo de validade vencida na unidade do Gama (DF), como mostra o vídeo abaixo:

Publicidade



O vídeo foi registrado no último domingo (7/12). Nas imagens, um cliente discute com uma mulher que seria a gerente da loja do Gama. Ela aparece recolhendo bandejas de frios como presunto, mortadela e peito de peru, que tinham data de vencimento de 5 de dezembro. Isto é, os itens haviam vencido há dois dias, mas estavam à venda.

“Esses daqui, todos, se a senhora olhar, estão com a data do dia 5, e hoje são 7, e tem dois dias que eu pedi [para retirar]”, argumenta o cliente. Os itens só teriam sido retirados de venda pela gerente após o rapaz reclamar.

Publicidade

O Metrópoles ouviu o consumidor, que pediu para não ser identificado e evitar represálias. Ele conta que, na última sexta-feira (5/12), foi à padaria e percebeu que as bandejas estavam com data de vencimento para aquele mesmo dia.

“Eu avisei a uma atendente, que prometeu repassar o recado à gerente, que não estava no local naquele momento. Dois dias depois, no domingo (7/12), voltei à loja com um amigo e percebi que as bandejas continuavam ali”, relata o rapaz.

“No domingo (7/12), fui tomar café com um amigo, quando vi que a mercadoria não havia sido retirada e já estava vencida há dois dias. Quando falei com a gerente, ela me perguntou, com deboche: ‘Quem é você?’. Eu respondi: ‘Sou consumidor’. Ela sorriu de maneira cínica e, neste momento, comecei a gravar”, relembra o cliente.

Ter em depósito para vender, expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima/mercadoria em condições impróprias ao consumo é crime contra as relações de consumo, de acordo com o artigo 7º da Lei nº 8.137/1990. A pena varia de 2 a 5 anos de detenção ou multa.

Leia também

R$ 15,5 milhões sonegados

Em 19 de novembro deste ano, a PCDF deflagrou a Operação Bethlehem contra o grupo empresarial que gere a rede Sayonara. A investigação policial aponta que os acusados teriam deixado de recolher R$ 15,5 milhões em impostos entre 2017 e 2022.

Na data, policiais cumpriram 10 mandados de busca e apreensão em endereços no Gama, Santa Maria, Ceilândia e Valparaíso de Goiás (GO). Foram apreendidos seis carros e R$ 107 mil em espécie.

5 imagensFechar modal.1 de 5

Rede de padarias Sayonara foi alvo de operação da PCDF

Divulgação/PCDF2 de 5

Veículos foram apreendidos

João Paulo Nunes/Metrópoles3 de 5

Policiais também encontraram R$ 100 mil em espécie

Divulgação/PCDF4 de 5

Justiça determinou apreensão de bens e valores para ressarcimento do prejuízo público

João Paulo Nunes/Metrópoles5 de 5

Investigação aponta que o prejuízo ao erário foi de R$ 15 milhões

De acordo com a PCDF, os empresários criaram uma empresa fantasma registrada em nome de dois “laranjas”: um sobrinho e um funcionário do contador da rede. Em nome dessa empresa, eram habilitadas máquinas de cartão de crédito e débito, utilizadas para registrar vendas que não apareciam nos balanços oficiais das padarias e farmácias. Assim, o faturamento das empresas era artificialmente reduzido, e os tributos, sonegados.

O Tribunal de Justiça (TJDFT) determinou o sequestro de bens e valores equivalente aos R$ 15,5 milhões sonegados como forma de ressarcir os cofres públicos e enfraquecer financeiramente o grupo criminoso.

Outro lado

O Metrópoles fez contato com a defesa da Panificadora Sayonara e aguarda retorno sobre as acusações feitas pelo cliente mencionadas na reportagem. O espaço segue aberto.

Sobre a operação que investiga sonegação fiscal, a empresa já havia dito que “pauta suas atividades pela estrita legalidade e transparência, mantendo um histórico de rigoroso cumprimento de suas obrigações fiscais e regulatórias”. “Informamos que as redes de padarias e farmácias já se colocaram à inteira disposição das autoridades e estão colaborando ativamente com o andamento das investigações, fornecendo toda a documentação e as informações solicitadas para o completo esclarecimento dos fatos”, concluiu à época.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.