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Copom indica pontos necessários para baixar taxa de juros. Saiba quais

Por Metrópoles 17/12/2025 00:27
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A ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), divulgada nesta terça-feira (16/12), enfatizou que taxa básica de juros, a Selic, pode continuar em níveis mais elevados por “período bastante prolongado”. Por outro lado, o documento também sinaliza os pontos precisam mudar na economia para que o colegiado considere reduzir o índice.

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A reunião que deliberou pela manutenção da Selic em 15% ao ano foi encerrada na última quarta-feira (10/12). O anúncio da decisão do encontro enfatizou o tom duro, frustrando esperanças de indicações sobre quando poderia haver redução na Selic.

Entenda a situação dos juros no Brasil

A diferença da ata para o comunicado é que ela é um documento mais abrangente, no qual o Copom explica o cenário enxergado por ele e lista os fatores que mais pesam na decisão.

O principal ponto para reduzir a taxa básica de juros é a inflação chegar ao centro da meta. Segundo o Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para este ano é de 3%. Como há intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, a meta será cumprida se ficar entre 1,5% e 4,5%. Em 12 meses até novembro, a inflação acumula alta de 4,46%, o que representa o estouro do centro da meta.

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Política fiscal e estímulo ao crédito

Em relação aos pontos que pressionam a inflação, o Comitê cita na ata, por exemplo, que há preocupação com o controle dos gastos pelo governo, pois eles são um estímulo à demanda. O crescimento acelerado da demanda por produtos e serviços é um importante combustível da inflação.

“O Comitê reforçou a visão de que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia”, diz trecho da ata.

Em 2025, a meta fiscal é de déficit zero. No entanto, há uma tolerância de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) (R$ 31 bilhões) para mais ou para menos. Com as exceções ao arcabouço, o governo espera um resultado dentro do limite inferior, ou seja, déficit de até 31 bilhões para este ano. As exceções são um conjunto de gastos que não entram na conta.

O “aumento de crédito” citado pelo Copom tem relação com iniciativas do governo federal de estímulo à tomada de empréstimos e financiamentos. Um dos exemplos é o programa Crédito do Trabalhador, que amplia a oferta do consignado a empregados do regime CLT, incluindo trabalhadores rurais e domésticos, além de Microempreendedores Individuais” (MEIs).

Inflação de serviços é destacada

O entendimento do Copom é que há um cenário de indicadores adversos para a queda da inflação, em especial no que diz respeito ao setor de serviços, destacado pelo colegiado como ponto importante para o início de uma trajetória de baixa de juros.

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“Os vetores inflacionários se mantêm adversos e que seguirá acompanhando o ritmo da atividade econômica, fundamental na determinação da inflação, em particular da inflação de serviços.”

O grupo de diretores do BC considera ainda que o “arrefecimento” nos preços dos serviços é mais “resiliente” na comparação com os demais setores. “A inflação de serviços também apresentou algum arrefecimento, ainda que mais resiliente, respondendo a um mercado de trabalho que segue dinâmico e a uma atividade que tem apresentado moderação gradual”.

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O setor de serviços foi uma das decepções para a equipe econômica de Lula no último resultado do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador relativo ao terceiro trimestre, encerrado em setembro, teve avanço de 0,1% e influenciou, por ser o maior setor da economia, o resultado global modesto, de 0,1%. No segundo trimestre o setor de serviços teve um avanço de 0,4%.

Por fim o preço da energia elétrica também foi lembrado com um dos pontos que precisam de atenção. O comitê do BC citou que para dezembro há hipótese da aplicação de bandeira tarifária “amarela”, assim como para 2026, o que eleva os custos do produto.

Crescimento econômico

Segundo o Boletim Focus da segunda-feira (15/12), o PIB do Brasil para 2025 deve ter crescimento de 2,25%. O Ministério da Fazenda estima 2,2% e o Banco Central taxa de 2%. Em 2024, o PIB brasileiro fechou em alta de 3,4%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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