27 de junho de 2026

Defesa Civil aponta que Rio Acre não registrava transbordamento em dezembro há mais de 50 anos na capital

Defesa Civil aponta que Rio Acre não registrava transbordamento em dezembro há mais de 50 anos na capital

O Rio Acre segue em elevação em todo o estado e registra, ainda no mês de dezembro, uma cheia considerada histórica, que não ocorria há mais de 50 anos, conforme informações da Defesa Civil Estadual. Diante do cenário crítico, o Governo do Acre atua de forma integrada com diversos órgãos e instituições ligadas à agenda ambiental e à proteção social, executando um plano de contingência com ações coordenadas para garantir a segurança da população, reduzir riscos e assegurar assistência imediata às famílias em situação de vulnerabilidade.

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Para manter a população informada e subsidiar as instituições envolvidas no enfrentamento da enchente, a Agência de Notícias do Acre passou a divulgar, a partir deste domingo (29), o Boletim da Enchente, com atualização diária. O informativo reúne dados sobre acolhimento, contatos emergenciais, níveis dos rios e índices pluviométricos, podendo sofrer alterações ao longo do dia devido à rápida evolução do fenômeno.

Nível dos rios

Na capital, o Rio Acre ultrapassou a cota de transbordo de 14 metros no sábado (27). Nesta segunda-feira (29), o nível chegou a 15,36 metros, mantendo o estado em alerta máximo e com monitoramento intensificado em todo o território acreano.

Níveis do Rio Acre e principais afluentes, às 9h (29/12):

  • Aldeia dos Patos (declínio): 2,72 m

  • Assis Brasil (declínio): 4,12 m

  • Brasiléia e Epitaciolândia (declínio): 5,18 m

  • Xapuri (declínio): 9,87 m

  • Capixaba (declínio): 10,85 m

  • Riozinho do Rola (elevação): 15,07 m

  • Rio Branco (elevação): 15,36 m

  • Porto Acre (declínio): 12,22 m

  • Sena Madureira (declínio): 13,26 m

  • Manoel Urbano (elevação): 11,34 m

  • Santa Rosa do Purus (elevação): 9,42 m

  • Porto Walter (elevação): 7,32 m

  • Cruzeiro do Sul (elevação): 7,81 m

  • Tarauacá (elevação): 10,05 m

  • Feijó (elevação): 12,08 m

  • Plácido de Castro (declínio): 12,27 m

Acolhimento de famílias

Com o Rio Acre acima da cota de transbordamento, quatro abrigos estão ativos em Rio Branco, acolhendo 46 famílias, conforme o levantamento mais recente:

  • Escola Álvaro Vieira da Rocha

    • 14 famílias

    • 51 pessoas

  • Escola Anice Dib Jatene

    • 15 famílias

    • 53 pessoas

  • Escola Maria Lúcia Moura Marin

    • 11 famílias

    • 35 pessoas

    • Sendo: 8 crianças, 2 adolescentes e 25 adultos

  • Escola Leôncio de Carvalho (abrigo indígena)

    • 6 famílias

    • 47 pessoas

Entre as ações realizadas estão visitas aos abrigos, monitoramento das famílias acolhidas, repasse de informações à Diretoria de Vigilância em Saúde Municipal, elaboração e divulgação de comunicados de evento ao Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs) estadual, além do acompanhamento contínuo da entrada de novas famílias e da possível abertura de novos espaços de acolhimento.

Chuvas acima da média

Diversos municípios também registraram volumes de chuva acima do esperado para o período, como Cruzeiro do Sul, Capixaba, Assis Brasil, Epitaciolândia, Xapuri, Porto Acre e Jordão. Em Capixaba, por exemplo, a média prevista para dezembro era de 248 mm, mas o acumulado já chegou a 548 mm, mais que o dobro do esperado.

Contatos emergenciais

Em situações de necessidade, como retirada de famílias ou outras ocorrências relacionadas à cheia, a população pode acionar:

  • Corpo de Bombeiros – 193 (resgates e salvamentos)

  • Polícia Militar – 190 (segurança pública e apoio logístico)

Órgãos envolvidos

Sob a coordenação da Casa Civil e da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (Comdec), participam da operação diversos órgãos, entre eles: Sema, SEASDH, CBMAC, Sesacre, PMAC, Deracre, Sepi, SEE, Secom, Seagri, Saneacre e Segov. Outras secretarias e autarquias poderão ser mobilizadas conforme a necessidade.

Cuidados com a rede elétrica

A Energisa orienta que moradores atingidos pela enchente não tentem realizar reparos em caso de falta de energia. A empresa atua em parceria com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros para avaliar e, quando necessário, efetuar o desligamento da rede, evitando acidentes e garantindo a segurança das equipes e da população.

Em situações de risco envolvendo a rede elétrica, os clientes devem entrar em contato pelos canais de atendimento: aplicativo Energisa ON, Gisa (68) 99233-0341 ou Call Center 0800-647-7196.