8 de julho de 2026

Defesa de Rodrigo Bacellar afirma que deputado não obstruiu investigação da PF contra crime organizado

Defesa de Rodrigo Bacellar afirma que deputado não obstruiu investigação da PF contra crime organizado
Defesa de Rodrigo Bacellar afirma que deputado não obstruiu investigação da PF contra crime organizado

A prisão preventiva do deputado e presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, motivou forte reação da defesa. Em nota encaminhada ao portal LeoDias pela assessoria da Alerj, o advogado Bruno Borragine negou que o parlamentar tenha atuado para obstruir investigações envolvendo facções criminosas.

“Bacellar também refuta qualquer acusação de que vazou informações a potenciais alvos de operações, o que teria justificado a decretação de sua prisão preventiva. Nesta tarde, ele foi ouvido pela Polícia Federal e esclareceu tudo o que lhe foi perguntado”, esclareceu na nota.

- Publicidade -

Veja as fotosAbrir em tela cheia Rodrigo Bacellar, presidente da Alerj, se posiciona sobre megaoperação no Rio de JaneiroReprodução: Instagram/@rodrigobacellaroficial Bruno Borragine em entrevista à imprensa na sede da PF no RioReprodução: Globo Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj)Foto: Arquivo/O Globo Reprodução: Instagram/@rodrigobacellaroficial Polícia FederalReprodução: Polícia Federal

Voltar
Próximo

Leia Também

Política
Presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar cobra endurecimento das leis contra criminosos após operação

Notícias
Governo do Rio decreta luto e exalta legado de Francisco Cuoco em nota de pesar

Política
Projeto para implantar “botão do pânico” em unidades de saúde do Rio segue para sanção

Política
Alerj fará homenagem a policiais mortos em operação no Alemão

Em conversa com a imprensa na porta da sede da Polícia Federal no Rio de Janeiro, Borragine classificou a medida como “totalmente desproporcional”. Na versão apresentada pelos advogados, Bacellar não praticou qualquer ato ativo para burlar a Justiça, obstruir investigações ou destruir provas, argumento central para pedir a decretação da sua detenção.

Segundo o advogado, a prisão preventiva foi determinada sem que a defesa tivesse acesso à íntegra da decisão. Ele afirma que, ao analisar o que foi possível obter, ficou evidente que Bacellar não cometeu atos como vazamento ou destruição de provas, e que a prisão não se justifica. “Ele está bem, está confiante que amanhã a Assembleia não vai referendar a prisão”, disse Borragine à imprensa nesta última quarta-feira (3/12).

O pedido de prisão, autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), faz parte da operação Operação Unha e Carne, deflagrada pela Polícia Federal (PF). As investigações apontam que Bacellar teria vazado informações sigilosas da investigação, a Operação Zargun, que levou à prisão do ex-deputado TH Joias. Entre os indícios, a PF cita mensagens de celular, interceptações e evidências de que Bacellar orientou TH Joias a remover objetos da residência para ocultar provas.

Neste momento, o destino de Bacellar depende do que decidir a própria Alerj. Conforme rito previsto, a casa legislativa deverá examinar a prisão e decidir se a referenda ou revoga. De acordo com a assessoria da instituição, o presidente em exercício, Guilherme Delaroli (PL/RJ), assinou na noite desta quinta-feira (4/12) a convocação extraordinária da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para esta sexta-feira (5/12). A publicação sairá em edição extra do Diário Oficial. Além disso, o colegiado deve debater em relatório a operação da PF relacionada à Bacellar. “Na próxima segunda-feira, caberá ao plenário deliberar pela soltura ou manutenção da prisão”, pontuou, em nota.