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POLITICA

Lula diz que só decidirá sobre veto após aval do Senado, mas reforça: “Bolsonaro tem que pagar pela tentativa de golpe”

Por Cris Menezes 11/12/2025 14:41 Atualizado em 11/12/2025 14:43
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira que só decidirá sobre um eventual veto ao projeto de lei da dosimetria  aprovado pela Câmara e que pode reduzir penas de condenados pela tentativa de golpe quando o texto chegar à sua mesa. Em entrevista à TV Alterosa, em Minas Gerais, Lula disse que tomará a decisão “junto com Deus” e reforçou que o ex-presidente Jair Bolsonaro precisa “pagar” pelo que classificou como um atentado à democracia.

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A discussão agora vai para o Senado e vamos ver o que acontece. Quando chegar na minha mesa, eu tomo a decisão. Eu e Deus sentados, tomarei a decisão. Farei aquilo que eu entender que deva ser feito, porque ele tem que pagar pela tentativa de golpe, pela tentativa de destruir a democracia desse país. Ele sabe disso, não adianta agora ficar choramingando — declarou.

Caso o texto também avance no Senado, a tendência, segundo interlocutores do Palácio do Planalto, é vetar dispositivos que beneficiem Bolsonaro e os integrantes da cúpula envolvidos no plano golpista. A avaliação inicial dentro do governo é que não devem ser mantidos benefícios para o ex-presidente e para nomes como os ex-ministros Braga Netto, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, Anderson Torres, o ex-comandante da Marinha Almir Garnier, o deputado federal Alexandre Ramagem e o ex-ajudante de ordens Mauro Cid — este último já cumpre pena reduzida por ter colaborado com as investigações.

Integrantes do governo destacam, no entanto, que a análise no Congresso ainda está em curso e que qualquer decisão sobre veto dependerá de avaliações jurídicas e políticas detalhadas.

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Lula também voltou a mencionar os crimes atribuídos ao grupo condenado, afirmando que Bolsonaro recebeu pena de 27 anos e três meses por articular um esquema que incluía assassinatos e atentados.

Ele não fez brincadeira. Tinha um plano arquitetado para matar a mim, Alckmin e o Alexandre de Moraes. Tinha plano de explodir caminhão no aeroporto de Brasília, tinha plano de sequestrar o poder depois que perdeu as eleições — afirmou o presidente.

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