2 de julho de 2026

Moraes nega ida de “Débora do Batom” à Câmara para depor sobre o 8/1

Moraes nega ida de “Débora do Batom” à Câmara para depor sobre o 8/1
Moraes nega ida de “Débora do Batom” à Câmara para depor sobre o 8/1

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta terça-feira (9/12) o pedido de Débora Rodrigues, conhecida como “Débora do Batom”, para comparecer presencialmente a uma audiência sobre o 8 de Janeiro, na Câmara dos Deputados. Ela cumpre prisão domiciliar por envolvimento nos atos antidemocráticos de 2023.

Na decisão, Moraes afirmou que o comparecimento presencial não é um direito previsto pela legislação e, por isso, não pode ser usado para suspender ou flexibilizar as condições da custódia imposta.

- Publicidade -

“O comparecimento presencial perante Subcomissão da Câmara dos Deputados não constitui direito assegurado pela legislação de regência, tampouco representa motivo apto a afastar, ainda que temporariamente, a custódia domiciliar decretada”, escreveu.

“Perdeu, mané”

  • Débora ficou conhecida por escrever a frase “Perdeu, mané” com um batom na estátua da Justiça, localizada em frente à sede do STF, durante a invasão e depredação dos prédios públicos no 8/1.
  • Ela foi condenada pelos seguintes crimes: Abolição violenta do Estado Democrático de Direito; Golpe de Estado; Dano qualificado (pelo patrimônio público e tombado); Deterioração do patrimônio tombado; Associação criminosa armada.
  • Monitorada por tornozeleira eletrônica, Débora recentemente precisou ir às pressas a um hospital devido a uma infecção urinária.
  • O relatório encaminhado ao STF aponta que ela violou a área da residência ao se deslocar para a unidade hospitalar.

Leia também

O ministro ressaltou, ainda, que qualquer flexibilização poderia comprometer “a regular execução da pena”, em violação ao princípio da legalidade estrita – a regra que impede concessões não previstas na lei durante a execução penal.

O pedido foi encaminhado à Corte na tarde dessa segunda-feira (8/12) pelos advogados de Débora. Os defensores afirmam que ela foi convocada para prestar depoimento presencialmente na capital federal, após convite do deputado Coronel Meira (PL-PE).

Os advogados ainda salientaram que outros presos, por exemplo, já foram convocados e tiveram autorização judicial para ir à Câmara, como o ex-chefe do Comando Vermelho Fernandinho Beira-Mar, em 2001.

A comissão que Débora pediu para visitar é referente aos presos do 8 de Janeiro. Ela deixaria Paulínia (SP) em viagem para a capital federal em 10 de dezembro e retornaria um dia depois.