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Morre Nathy Lima, ícone da cultura junina do Acre

Por Cris Menezes 02/12/2025 15:08 Atualizado em 02/12/2025 15:08
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A cultura popular acreana perdeu, nesta segunda-feira (1º), uma de suas figuras mais marcantes: Nathy Lima, de 37 anos, referência da cena junina e figura central da Quadrilha Junina Pega-Pega. Ela morreu na Fundação Hospital Estadual do Acre (Fundhacre), em Rio Branco. A Secretaria de Saúde do Estado (Sesacre) investiga a possibilidade de dengue hemorrágica como causa da morte.

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Nathy era reconhecida pelo talento e dedicação como marcadora, função fundamental nas apresentações de quadrilha junina, responsável por comandar a coreografia e orientar os dançarinos. O grupo Pega-Pega divulgou nota de pesar destacando seu legado:
“Que sua memória continue viva em cada passo de dança e em cada festa junina que realizarmos. Ela sempre será parte de nossa história”, escreveu a quadrilha.

A secretária adjunta de Atenção à Saúde da Sesacre, Ana Cristina Moraes, explicou que ainda é cedo para confirmar a causa da morte.
“A equipe da vigilância está em investigação. Já entramos em campo com toda a nossa equipe e até sexta-feira teremos o desfecho do caso. A paciente estava em tratamento clínico e, infelizmente, evoluiu para óbito”, informou.

Segundo a gestora, não havia notificação prévia de suspeita de dengue hemorrágica, mas os protocolos de investigação epidemiológica estão sendo seguidos.

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Legado cultural

A morte de Nathy provocou forte comoção entre quadrilheiros, artistas e instituições ligadas às manifestações culturais do Acre. Além da atuação nos arraiais, ela era conhecida pelo engajamento comunitário, pela defesa da cultura popular e pela voz ativa em pautas de representatividade.

A Fundação de Cultura Elias Mansour (FEM) também lamentou sua partida. Em nota, afirmou:
“Artista dedicada, Nathy deixou sua marca na defesa, valorização e alegria dos arraiais acreanos.”

Em março deste ano, Nathy ganhou destaque no Carnaval da Família ao receber o título de Rainha Trans, papel que ela desempenhou com orgulho e propósito.
“Quero ser rainha trans não só por beleza ou samba no pé. A rainha trans que eu represento são todas as trans que enfrentam dificuldades e problemas sociais. Queremos mostrar que existimos e resistimos”, declarou na época.

A morte precoce de Nathy Lima deixa uma lacuna irreparável no movimento junino e na cultura popular do Acre, mas seu legado segue vivo nos passos, ritmos e vozes que continuam celebrando sua história.

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