Início / Versão completa
Geral

Morte após PMMA no bumbum: empresária responderá por homicídio simples

Por Metrópoles 03/12/2025 11:27
Publicidade

Goiânia – A empresária Grazielly da Silva Barbosa, ré em razão da morte da influenciadora Aline Maria Ferreira da Silva, que fez um procedimento para aumentar o bumbum na clínica da qual ela era dona, conseguiu uma vitória na Justiça nessa terça-feira (2/12). Agora, foi excluída a qualificadora de homicídio por motivo torpe, ou seja, a mulher será julgada por homicídio simples.

Publicidade

A decisão é da Terceira Câmara Julgadora do Tribunal de Justiça de Goiás. O caso aconteceu em junho de 2024. Durante o procedimento, Grazielly aplicou PMMA nos glúteos da influenciadora. Aline começou a ter febre e foi internada num hospital de Brasília, onde morreu em 2 de julho.

Leia também

De acordo com o advogado Welder de Assis Miranda, que defende a dona da clínica, a estratégia visa reduzir a pena que a empresária deve cumprir.

O tribunal do júri ainda não tem data marcada. Segundo o defensor, a sustentação será de que o homicídio foi culposo, ou seja, sem intenção de matar.

Relembre o caso

Denúncia

Grazielly foi denunciada por homicídio com dolo eventual — quando se assume o risco de matar , mesmo sem intenção. O MPGO considerou que o PMMA foi aplicado “em ambiente e condições impróprias, sem a qualificação técnica necessária e sem observar minimamente os deveres legais de cuidados inerentes ao procedimento”.

De acordo com relatos ouvidos do marido e de uma amiga de Aline, que a acompanharam durante o procedimento, a influenciadora recebeu 30 ml de PMMA em cada glúteo. A aplicação durou menos de 20 minutos, informou o MP.

“Na sequência, a denunciada, sem luvas, massageou a região da aplicação para espalhar o produto e aplicou curativos”, diz a denúncia.

Ao sentir dor e febre, Aline ligou para a empresária no dia seguinte, relatou o MP. Grazielle orientou que a influenciadora tomasse alguns medicamentos e “a persuadiu a não procurar atendimento médico”, detalha o documento.

Visita da empresária

Quatro dias após o procedimento, em 27 de junho, Aline procurou um hospital em Brasília, onde morava, e foi internada, informou o MP.

Conforme a denúncia, ela chegou a receber uma visita de Grazielly, que foi ao hospital e aplicou um anticoagulante na influenciadora, “dizendo que era para evitar trombose”.

No mesmo dia, Aline foi transferida para a unidade de terapia intensiva (UTI) de outro hospital. Ela morreu cinco dias após a visita da empresária.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.