Início / Versão completa
SENA MADUREIRA

Nova rampa do Rio Iaco expõe contraste entre obra investigada na gestão Mazinho e estrutura entregue na gestão Gerlen Diniz

Por Redação 01/12/2025 12:11
Publicidade

A entrega da nova rampa de acesso ao Rio Iaco, realizada pelo Governo do Acre por meio do Deracre e recebida pela atual gestão municipal de Gerlen Diniz, reforçou um contraste que segue repercutindo entre moradores de Sena Madureira: a diferença gritante entre a obra recém-inaugurada e a rampa construída na época do ex-prefeito Mazinho Serafim, hoje alvo de investigação da Controladoria-Geral da União (CGU).

Publicidade

Enquanto a nova estrutura apresenta fundações profundas, técnicas adequadas e padrão moderno de engenharia, a rampa construída na gestão passada desmoronou apenas dois meses após ser entregue, resultando em prejuízo de quase meio milhão de reais ao erário, conforme relatório da CGU.

 A rampa investigada: projeto falho, obra mal executada e dinheiro público perdido

Segundo o Relatório de Apuração nº 1439450 da CGU, a rampa construída em 2020, durante o governo Mazinho Serafim, apresentou erros graves desde o projeto até a execução:

• Fundações com profundidade insuficiente

As estacas foram feitas com 7,85 metros, embora a sondagem mostrasse que o solo só teria capacidade adequada a partir dos 14 metros.
Resultado: o solo não suportou o peso e a estrutura se deslocou.

Publicidade

• Projeto ignorou as cheias do Rio Iaco

O projetista da AMAC não considerou as variações históricas do rio — que alaga todos os anos —, deixando a obra vulnerável a erosão e instabilidade.

• Falhas graves na compactação e preparação do solo

A prefeitura não realizou testes técnicos, não apresentou laudos e executou a base “de forma empírica”, aumentando o risco de ruptura.

• Colapso em apenas dois meses

Após a cheia de fevereiro de 2021, a rampa afundou e se partiu.
A CGU estimou prejuízo de R$ 493.688,93, valor repassado via convênio com a SUDAM.

Essa obra acabou se tornando um dos símbolos negativos da administração anterior, marcada por denúncias e apontamentos de irregularidade em convênios e contratações.

A nova rampa: estrutura moderna, técnica adequada e padrão de obra pública

Em 2025, o Governo do Acre inaugurou a nova rampa do Rio Iaco, durante a gestão municipal de Gerlen Diniz. A obra foi executada pelo Deracre com investimento de cerca de R$ 2,8 milhões (emenda + contrapartida estadual).

A estrutura traz elementos que corrigem exatamente os erros detectados na obra anterior:

• Fundações profundas e adequadas (TR45)

As estacas foram executadas com padrão técnico adequado, garantindo sustentação mesmo em períodos de cheia.

• Terraplanagem certificada e troca de solo

Diferente da obra anterior, a nova rampa teve preparação completa de subleito, testes, estabilização e uso de material adequado.

• Muros de contenção, calçadas e sinalização

A obra ganhou um conjunto estrutural mais robusto, oferecendo segurança e durabilidade.

• Estacionamento e área ampliada

A nova rampa foi pensada para uso prático, beneficiando produtores rurais, ribeirinhos e o escoamento de mercadorias.

• Entrega sem risco de colapso

Até o momento, não há registros de anomalias estruturais, trincas ou deslocamentos — algo que já ocorria poucos dias após a obra antiga.

Comparação direta: duas realidades completamente diferentes

Aspecto Rampa de Mazinho (2020) Nova rampa – Deracre / Gestão Gerlen (2025)
Fundações Estacas de 7,85 m (insuficientes) Estacas profundas tipo TR45
Projeto Ignorou cheias do Iaco Considerou comportamento do rio
Compactação Sem testes, sem laudos Terraplanagem certificada e troca de solo
Durabilidade Colapsou em 2 meses Estrutura robusta e estável
Responsável Prefeitura (AMAC + empresa contratada) Deracre – Governo do Acre
Resultado Prejuízo de quase R$ 500 mil Obra estruturante entregue à população

 Símbolo de dois momentos da cidade

A comparação entre as duas rampas virou tema recorrente nas conversas de moradores, produtores rurais e comerciantes da região central de Sena Madureira.

De um lado, uma obra investigada e que não resistiu às primeiras chuvas;
Do outro, uma estrutura nova e planejada para durar — entregue em parceria entre governo estadual e prefeitura, fortalecendo o acesso ribeirinho e melhorando o fluxo econômico do município.

O contraste escancara duas formas diferentes de tratar o dinheiro público, a engenharia e a responsabilidade com a população.

Recomendado
Publicidade
Ver matéria completa no site
Página AMP gerada pelo Tupa AMP Pro com componentes válidos para AMP. Scripts comuns do tema são bloqueados nesta versão para reduzir erros de validação.