16 de junho de 2026

Zelensky diz que posição dos EUA sobre Ucrânia na Otan pode mudar

Zelensky diz que posição dos EUA sobre Ucrânia na Otan pode mudar
Zelensky diz que posição dos EUA sobre Ucrânia na Otan pode mudar

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta quinta-feira (18/12) que a oposição dos Estados Unidos à entrada do país na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) pode não ser definitiva e depender do cenário político em Washington.

Segundo Zelensky, a atual política norte-americana em relação à Otan é clara ao rejeitar a adesão ucraniana, mas não necessariamente permanente.

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“A política dos EUA é consistente em relação à adesão da Ucrânia à Otan. Eles não nos veem lá… Talvez essa posição mude no futuro”, disse o ucraniano. “Isso é uma questão política. O mundo muda, alguns vivem, outros morrem. É a vida”, completou.

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Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky

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Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky

Toby Melville – WPA/Getty ImagesEncontro de Trump e Zelensky 3 de 3

Encontro de Trump e Zelensky

Photo by Chip Somodevilla/Getty Images

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A fala ocorre em meio à pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que Zelensky renuncie formalmente à ambição de ingressar no bloco militar como parte das tratativas para encerrar a guerra com a Rússia. A exigência norte-americana é vista como um dos principais entraves nas conversas, já que a Aliança é considerada por Kiev um pilar central de sua estratégia de segurança.

Nos últimos dias, o líder ucraniano parece cada vez mais cético sobre o assunto Otan.  Zelensky, admitiu no domingo (14/12) que abriu mão da entrada da Ucrânia na Organização em troca de garantias de segurança oferecidas por aliados ocidentais. 

Zelensky na contramão de Trump

Apesar da pressão norte-americana, Zelensky tem resistido a aceitar os termos defendidos pela Casa Branca. O ucraniano tem buscado apoio de aliados da Europa Ocidental para formular uma contraproposta de paz, que, inclui cláusulas consideradas inaceitáveis por Moscou, dificultando o avanço das negociações.

Enquanto isso, países europeus da Otan seguem debatendo iniciativas próprias para ampliar o apoio militar à Ucrânia, incluindo a possibilidade de envio de tropas, mesmo diante da oposição russa. Moscou acusa governos europeus de sabotarem os esforços de paz ao impor condições que inviabilizam um acordo.

O Kremlin, por sua vez, critica o que chama de “diplomacia de megafone” e evitado detalhar sua posição publicamente. Entretanto, nesta quarta-feira (17/12), o presidente russo Vladimir Putin, fez duras declarações sobre líderes europeus.

“Os porquinhos europeus imediatamente se uniram aos esforços da administração anterior dos EUA buscando lucrar com o colapso do nosso país, recuperar o que havia sido perdido em períodos históricos anteriores e se vingar”, declarou. “Os objetivos da operação militar especial serão alcançados”, acrescentou.