3 de junho de 2026

Acre fecha 2025 sem registros de assassinatos de pessoas trans, aponta dossiê da ANTRA

Acre fecha 2025 sem registros de assassinatos de pessoas trans, aponta dossiê da ANTRA
Foto: Reprodução / internet

O Acre encerrou o ano de 2025 sem registro de assassinatos de pessoas trans, de acordo com dados do Dossiê: Assassinatos e Violências contra Travestis e Transexuais Brasileiras em 2025, divulgado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA) na última segunda-feira (26). O levantamento, considerado uma das principais referências nacionais no monitoramento da violência contra a população trans, aponta que o estado está entre as unidades da federação que não tiveram casos confirmados desse tipo de crime no período analisado.

O resultado ganha destaque diante do cenário nacional, ainda marcado por elevados índices de violência transfóbica. Embora o dossiê aponte uma redução no número de assassinatos de pessoas trans no Brasil ao longo de 2025, o país continua liderando rankings internacionais de mortes violentas contra essa população, especialmente entre travestis e mulheres trans. Nesse contexto, a ausência de registros no Acre chama atenção.

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Entidades e especialistas em direitos humanos, no entanto, fazem um alerta. Segundo a própria ANTRA, dados positivos como esse não devem ser analisados de forma isolada, já que a falta de registros em determinados estados pode estar relacionada à subnotificação dos casos, à menor cobertura da mídia e às dificuldades de monitoramento independente, sobretudo em regiões com menor visibilidade nacional.

Apesar das ressalvas, o dado abre espaço para debates sobre a efetividade de políticas públicas, a atuação de redes de apoio e as estratégias locais de proteção à população trans. A ANTRA reforça que o enfrentamento à violência exige ações permanentes e estruturais, que envolvam segurança pública, acesso à educação, saúde integral, oportunidades no mercado de trabalho e a garantia do direito à identidade de gênero. A entidade destaca ainda que a ausência de assassinatos não significa, necessariamente, o fim da transfobia estrutural.

Informações via Ac24horas.