4 de junho de 2026

Acre tem baixo impacto financeiro com aumento do salário mínimo em 2026, aponta estudo da CNM

Acre tem baixo impacto financeiro com aumento do salário mínimo em 2026, aponta estudo da CNM
Foto: Reprodução Canva

Um estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) mostra que o Acre está entre os estados menos afetados financeiramente pelo reajuste do salário mínimo em 2026. No estado, o impacto anual estimado é de R$ 9,2 milhões, valor considerado baixo em comparação com outras unidades da federação.

De acordo com o levantamento, apenas 4.573 servidores municipais acreanos recebem até 1,5 salário mínimo, faixa diretamente impactada pelo aumento do piso nacional. Esse número representa cerca de 0,2% do total de servidores municipais no estado, o que ajuda a explicar o efeito reduzido nas contas públicas locais.

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Segundo a CNM, o cálculo do impacto leva em consideração não apenas o salário-base, mas também despesas obrigatórias, como encargos patronais, pagamento do 13º salário e adicional de férias. Os dados utilizados são da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS).

Em nível nacional, o reajuste do salário mínimo deve gerar um custo total estimado em R$ 4,28 bilhões aos cofres das prefeituras em 2026.

O salário mínimo passou de R$ 1.518 para R$ 1.621 neste ano, um aumento de R$ 103, equivalente a 6,79%. Embora o novo valor esteja em vigor desde 1º de janeiro, o impacto real nas contas municipais começa a ser sentido a partir da folha de pagamento de fevereiro, quando os novos vencimentos passam a ser pagos.

No contexto regional, Acre, Amapá e Roraima concentram juntos apenas cerca de 1% do total de servidores municipais do país que recebem até 1,5 salário mínimo. Já estados como Minas Gerais, Bahia e Ceará possuem grande número de trabalhadores nessa faixa salarial, o que gera uma pressão fiscal bem maior sobre os municípios.

Apesar do cenário mais tranquilo no Acre, a CNM alerta que os gestores municipais devem agir com cautela. O reajuste do salário mínimo precisa ser incorporado ao planejamento orçamentário e respeitar os limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Caso esses limites sejam ultrapassados, os municípios podem sofrer restrições, como a proibição de conceder reajustes salariais, criar novos cargos ou realizar contratações.

“A administração municipal precisa considerar o novo valor do salário mínimo nos cálculos das despesas com pessoal e revisar as projeções previstas na LDO e na LOA”, destaca o estudo da confederação.

Informações via g1 Acre