21 janeiro 2026

Advogado preso por atropelar idosa em MT acumula condenações por dois homicídios brutais

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Reprodução/Metrópoles

Preso em flagrante nessa terça-feira (20) após atropelar e matar uma mulher de 72 anos na Avenida da FEB, em Várzea Grande (MT), o advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos carrega um histórico de crimes brutais que chocaram o país. Antes de atuar na advocacia, ele foi policial civil no Rio de Janeiro e já recebeu condenações por dois homicídios.

No fim da década de 1990, quando integrava a Polícia Civil fluminense, Paulo Roberto assassinou o delegado Eduardo da Rocha Coelho com um tiro na nuca. Após o crime, ele fugiu do Rio de Janeiro e passou a viver em Mato Grosso, onde utilizou, por um longo período, o nome falso Francisco de Ângelis Vaccani Lima, na tentativa de evitar reconhecimento.

Anos depois, em 2004, Paulo voltou a cometer um crime de extrema violência. Ele matou a própria companheira, a estudante de enfermagem Rosemeire Maria da Silva, de 25 anos, após desconfiar de uma suposta traição. A jovem foi atraída para uma emboscada, asfixiada e morta em um quarto de motel. Em seguida, teve os dedos arrancados e a cabeça separada do corpo. O cadáver foi jogado em um rio e nunca foi localizado.

Em 2006, Paulo Roberto foi condenado a 13 anos de prisão pelo assassinato do delegado. No ano seguinte, recebeu mais 19 anos de condenação pelo homicídio de Rosemeire Maria.

O atropelamento
O mais recente crime ocorreu por volta das 10h dessa terça-feira (20), na Avenida da FEB, uma das vias mais movimentadas de Várzea Grande. A vítima, Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, de 72 anos, atravessava a avenida quando foi atingida por um Fiat Toro, conduzido pelo advogado. Com o impacto, o corpo da idosa foi partido ao meio e arremessado para o outro lado da via, sendo novamente atropelado por um Fiat Strada que trafegava no sentido oposto.

Após o atropelamento, Paulo Roberto fugiu do local sem prestar socorro. Ele foi localizado pouco tempo depois por policiais da Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), no Shopping de Várzea Grande.

Em depoimento, o advogado alegou que não atropelou a vítima e que teria sido ela quem colidiu com seu veículo. No entanto, segundo o delegado Christian Alessandro Cabral, titular da Deletran, a análise das imagens de câmeras de segurança contradiz essa versão.

As gravações mostram que Ilmis estava a menos de 50 centímetros de alcançar o canteiro central da avenida, praticamente concluindo a travessia, quando foi atingida. Ainda conforme o delegado, o motorista tinha amplo campo de visão, não havia veículos à sua frente e ele não tentou frear nem desviar.

“As imagens também revelaram de maneira cristalina que, além de trafegar em altíssima velocidade, o motorista seguiu seu destino após a colisão, como se nada houvesse ocorrido, demonstrando total ausência de preocupação e arrependimento com os fatos”, afirmou Cabral.

Diante das evidências, a Polícia Civil lavrou o flagrante por homicídio doloso por dolo eventual, quando o condutor assume o risco de provocar a morte.

Apesar de figurar como autor de três crimes de extrema gravidade, levantamento feito pela coluna aponta que o registro de Paulo Roberto Gomes dos Santos junto à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) consta como “situação regular”.

FONTE;https://portaldoancorador.com.br/

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